QUI, 23 de mai / 2019

Congresso debate caminhos para construção da Confederação dos Trabalhadores na Indústria

Unidade é fundamental para manter as conquistas da classe trabalhadora.

Crédito: Adonis Guerra
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Na segunda mesa desta quinta-feira (23) o debate sobre a construção de alternativas para o movimento sindical contou com a participação de representantes dos bancários, energéticos, construção civil e madeira e metalúrgicos.

A presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro, Juvândia Moreira Leite, traçou um perfil da categoria e destacou o impacto dos meios digitais nos empregos do setor.

“Atualmente, 57% das operações financeiras são ao realizadas por meios digitais, aplicativos de celulares, entre outros. As agências são responsáveis por 8% das transações bancárias. Isso é uma mudança muito significativa”, afirmou.

Para ela, o fortalecimento dos Macrossetores da CUT é fundamental para a ampliação da unidade dos trabalhadores. "O isolamento só traz prejuízos aos trabalhadores e trabalhadoras”, completou a dirigente.

O presidente da Confederação dos Trabalhadores da Construção Civil e Madeira, Claudio da Silva Gomes, contou os avanços conquistados por meio do Compromisso Nacional.

“Criamos 30 comissões, representando cerca de  135 mil trabalhadores na construção civil, nas diversas obras do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC”, declarou.

Segundo o dirigente, tudo que foi conquistado na mesa tripartite, com a presença de trabalhadores, empresários e governo federal foi perdido depois da Operação Lava Jato, que dizimou o setor.

“O resultado desta operação foi desastroso com a liquidação das grandes empresas e do mercado de trabalho. Temos o desafio de reativação o setor para discutir direitos, com a manutenção dos empregos”, afirmou.

O presidente do Sindicato dos Energéticos do Estado de São Paulo, o Sinergia-CUT, Carlos Alberto Alves, relatou como foi a construção da unificação de vários sindicatos na formação da entidade estadual.

“O setor sofreu um duro golpe com as privatizações e as modificações no sistema elétrico no Estado de São Paulo, que fragmentou os trabalhadores”, disse.

“Para se ter uma ideia haviam cinco empresas estatais no sistema e atualmente são 98 empresas concessionárias, com um acordo negociado com cada uma delas”, explicou.

Segundo Alves, a unificação que criou o Sinergia-CUT fortaleceu as negociações com essas empresas.

“Não conseguimos viver um sem o outro. A forma que criamos nesses 20 anos não permite retrocesso”, completou.

Já o presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT, a FEM/CUT, Luiz Carlos da Silva Dias, descreveu o modelo de representação adotado pelos metalúrgicos no Estado de São Paulo, com os Comitês es Sindicais de Empresa, os CSE, como fundamental para a organização no local de trabalho.

“O representante é eleito na fábrica que ele trabalha, isso estimula a participação dos trabalhadores no sindicato. Esse modelo cria raízes que acabam tendo resultados práticos no dia a dia do trabalhador”, defendeu.

Dias comparou os resultados nos sindicatos que adotaram o modelo e aqueles que ainda não constituíram os CSEs.

“A média nacional de sindicalização no Brasil é de 16% da base. Nos sindicatos que o representante está no chão de fábrica ultrapassa os 60% de filiados, a exemplo de São Carlos e Taubaté, com 80% de sindicalizados e Pindamonhangaba com 90% dos trabalhadores como sócios do sindicato”, comemorou.

Para ele, a presença dos representantes dá segurança e confiança para os trabalhadores.

“Não podemos achar que uma mensagem de Whatsapp substitui a presença, viver o problema junto ao trabalhador é que nos dá credibilidade para representá-los”, finalizou.

(Fonte: Rossana Lana, especial para CNM/CUT)
 

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