TER, 20 de jul / 2010

Alcan aposta em liga leve para uso em aviões

A gigante produtora de metais Rio Tinto PLC planeja anunciar hoje uma nova linha de ligas avançadas para jatos comerciais e contratos com as fabricantes de aviões Airbus e Bombardier Inc., num esforço para conter as incursões de plásticos avançados na indústria aeroespacial.

A nova linha de produtos da Alcan Global Aerospace, uma unidade da Rio Tinto, engloba uma série de ligas de alumínio duráveis mas leves, os processos para usá-las na indústria e sistemas para reciclá-las. A Alcan criou a marca AirWare para a tecnologia e a está apresentando como uma alternativa aos materiais compósitos de fibra de carbono.

Os compósitos, materiais sintéticos feitos a partir de uma engenharia avançada, estão rapidamente tirando lugar dos metais nos aviões porque são mais leves, mais duráveis e sofrem menos corrosão. A Boeing Co. está usando mais compósitos no novo 787 Dreamliner que em qualquer outro jato de passageiros. As rivais Bombardier e Airbus, unidade da European Aeronautic Defence & Space Co., seguiram o exemplo.

A Alcan afirma que o AirWare é um produto que traz uma economia de peso semelhante à dos compósitos, mas com menos desvantagens. Os compósitos podem ser caros e difíceis de produzir. Além disso, a maneira como eles se saem sob condições de estresse extremo dos voos é menos conhecida que a de metais.

A Boeing tem sofrido com atrasos caros no 787, em parte por causa de problemas inesperados no uso dos materiais compósitos. O jato está mais de dois anos e meio atrasado em relação a seu cronograma original.

"O AirWare pode, de fato, ajudar as soluções metálicas a dar a volta por cima", disse o presidente da Alcan Aerospace, Christophe Villemin, ao Wall Street Journal. Ele disse que o AirWare pode oferecer uma economia de peso de até 30% comparado às ligas atuais, graças à sua baixa densidade e resistência, que permitem aos engenheiros usar menos material. As novas ligas também são completamente recicláveis, o que deve cortar custos, disse Villemin.

Os compósitos são normalmente mais difíceis de reciclar que os metais porque separar fibra de carbono de plásticos pode ser difícil. Os fabricantes de aviões estão sob crescente pressão para melhorar o desempenho ambiental de seus produtos em todas as áreas, entre elas produção, emissões das turbinas e descartes.

Os fabricantes de aviões afirmam apreciar a concorrência entre os materiais, já que ela tende a aumentar as chances de cortar custos.

"Eu gosto de ver os caras da área de metal reagindo", disse Tom Williams, vice-presidente para programas da Airbus, que supervisiona ás áreas de engenharia e produção. "Eles foram um pouco lentos para responder e, se não o fizerem, os compósitos vão pegar o mercado deles."

A Airbus e a Alcan devem anunciar hoje planos de usar o AirWare para componentes estruturais do novo Airbus A350, um jato comercial que está sendo desenvolvido para competir com o Dreamliner da Boeing. O A350 ainda vai usar mais compósitos que qualquer outro avião da Airbus.

A Bombardier também planeja anunciar hoje que vai usar o AirWare para fazer a fuselagem dos planejados jatos Cseries, que, com capacidade para entre 100 e 149 passageiros, serão menores que a maioria dos modelos Airbus e Boeing.

As ligas da Alcan vão responder por 20% dos materiais usados nos aviões Cseries, dizem as companhias. As asas do avião e várias outras partes serão feitas com compósitos.

Guy Hachey, presidente da Bombardier Aerospace, disse que a empresa analisou os compósitos e as ligas de alumínio para a fuselagem. Embora os compósitos tenham oferecido reduções de peso, "não era uma grande diferença", disse.

O AirWare e outras ligas vão provavelmente aparecer no crescente debate sobre o futuro dos modelos menores da Boeing e da Airbus. Sob pressão do Cseries, as duas empresas estão considerando modernizar seus modelos de apenas um corredor, para torná-los mais eficientes.

As fabricantes de aviões afirmam que as vantagens dos compósitos aumentam conforme o tamanho do avião, devido à física e à operação. Aviões maiores, com grande autonomia de voo, como o Dreamliner e o A350, passam mais tempo no ar, quando a resistência dos compósitos é mais benéfica.

Aviões menores, como o Airbus A320 e o Boeing 737, geralmente fazem voos mais curtos e mais frequentes. Nos aeroportos, eles estão sujeitos a mais estragos causados por caminhões e equipamentos. Os reparos normalmente são mais fáceis com os metais que com os compósitos.
 
Fonte: The Wall Street Journal

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