TER, 08 de fev / 2011

Alcoa aposta em alumínio verde nas construções

Empresa desenvolve estrutura metálica com 80% de material reciclado, embalada pelo aumento das obras sustentáveis

O crescimento do mercado de construções sustentáveis - embalado pela criação do selo Leed (Leadership in Energy and Environmental Design Brasil) - tem estimulado a indústria siderúrgica a desenvolver estruturas metálicas para surfar na onda ambiental adotada pelo mundo dos negócios. Caso da Alcoa, que vem a público divulgar o desenvolvimento de seu "tarugo verde", versão sustentável do perfil usado na estrutura de casas e prédios, feito à base de alumínio reciclado.

"Identificamos que havia demanda por produtos com material reciclável e decidimos adaptar nosso processo de produção para fazer perfis com 80% de alumínio reciclado", diz o gerente nacional de vendas Luiz Nitschke.

Investida também adotada pela ArcelorMittal e a Gerdau, que obtiveram recentemente o Selo

Ecológico do Instituto Falcão Bauer de Qualidade sobre seus processos produtivos de componentes para construção.

Assim como a Alcoa, elas miram o potencial do segmento das chamadas obras verdes após a criação do Leed pelo braço brasileiro da ONG Green Building Council, que concentra as principais empresas de construção do globo.

Segundo o Centro de Tecnologia de Edificações (CTE), o setor soma mais de 200 empreendimentos em andamento no país neste ano, ante cerca de 150 em 2010. "A utilização de material reciclado conta ponto na hora da obra receber a certificação do Green Building Council", observa.

O executivo diz que a Alcoa comercializou 250 toneladas dos perfis verdes no ano passado, em caráter experimental. Agora, inicia uma divulgação mais consistente do produto no mercado em ascensão.

Isto porque, as vendas foram modestas ante a capacidade de produção de 800 toneladas diárias nas fábricas de Santo André (SP) e Itapissuma (PE) - volume consistente quando comparado à capacidade 5,2 mil toneladas de perfis produzidos com alumínio primário (metal bruto oriundo do beneficiamento da bauxita, mineral extraído pela Alcoa em Juruti, no Pará).

Certificação própria

A diferença entre os produtos está no controle das rotas de produção. No caso do perfil verde, a Alcoa precisou desenvolver um sistema interno de controle para assegurar que as sobras resultantes da produção de tarugos de alumínio primário serão reutilizadas como matéria-prima dos verdes.

"O que fizemos foi separar os processos para garantir que o produto seja feito com 80% de material reciclado", diz a coordenadora de novos produtos para construção civil, Cíntia Figueiredo.

A preocupação com a origem do insumo está no centro das preocupações da Alcoa. Isto porque seu produto não terá certificação externa, a exemplo do aço verde da Gerdau e da ArcelorMittal, ratificado pelo Instituto Falcão Bauer.

Segundo Luiz Nitschke, para contornar a ausência de balizamento por um agente independente, a Alcoa vai garantir aos clientes a responsabilidade jurídica de seu processo de transformação à base de restos de alumínio.

Para isso, a companhia de origem americana vai monitorar todo o processo produtivo para emitir aos clientes um selo próprio de sustentabilidade. "Adotamos um sistema de controle diferenciado, mais elevado, para garantir a certificação interna", afirma.

Nitschke não diz quanto o produto custa, mas indica que o processo diferenciado de produção deverá acrescentar um valor ao preço praticado no perfil de alumínio primário. Segundo ele, o material poderá superar o ritmo do custo final das edificações verdes - cujo valor do metro quadrado é, em média, 15% superior ao de um prédio normal.

"Produtos com o benefício da sustentabilidade podem ter um valor até 50% superior ao do convencional", observa o gerente de vendas da Alcoa.

Fonte: Brasil Econômico

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