QUI, 07 de fev / 2008

Alívio imediato: Dana emerge da concordata nos Estados Unidos

Após quase dois anos de reestruturação sob supervisão judicial, a Dana emergiu do regime de concordata nos Estados Unidos. Na sexta-feira, 1º, a Corte de Falências aprovou o plano de recuperação da fabricante de eixos e sistemas de chassis. Capitalizada e com novos acionistas controladores, a companhia pôde deixar a proteção contra cobranças de credores prevista na legislação do país, o chamado Chapter 11, ao qual recorreu em 3 de março de 2006.

Para deixar a proteção do Chapter 11, a Dana elevou faturamento, cortou custos, recebeu novo investimento e conseguiu linhas de financiamento que somam US$ 2 bilhões. A reestruturação por si só garantiu economias US$ 440 milhões a US$ 475 milhões por ano, segundo a companhia provenientes de ganhos de produtividade na manufatura, readequação de despesas administrativas, redução de salários e benefícios para novos contratados, além da diminuição nos gastos com a renegociação de planos de saúde para os aposentados.

Com a empresa saneada financeiramente, um novo acionista, o fundo de investimento em participações Centerbridge Capital Partners LP, está injetando US$ 790 milhões na companhia.

Por meio de consórcio de bancos liderado pelo Citigroup Global Markets, Lehman Brothers e Barclays Capital, a Dana levantou US$ 650 milhões em linhas de crédito renováveis lastreadas em ativos, e mais um empréstimo de US$ 1 bilhão 350 milhões. Esses US$ 2 bilhões em dinheiro novo serão utilizados para reembolsar credores, fazer pagamentos relacionados ao processo de recuperação judicial e garantir recursos para financiar desenvolvimento de produtos e investimentos na produção.

Nova direção - Com o fim da reestruturação, o conselho de administração foi renovado e agora conta com vários membros de renome no setor automotivo dos Estados Unidos. A começar por John Devine, eleito presidente do conselho, chairman, e indicado também para assumir a presidência executiva da Dana. Devine trabalhou 32 anos na Ford, onde chegou a vice-presidente e diretor financeiro, mesmo cargo que ocupou na General Motors de 2001 a 2006.

Devine vai substituir o atual presidente executivo mundial Mike Burns, que vai deixar a Dana, segundo comunicado oficial. Burns dirigia a companhia desde 2004 e continuou no comando durante todo o processo de recuperação. Ele continuará na empresa no período de transição.

Sob nova composição acionária, a empresa passou a chamar-se Dana Holding Corporation e desde sexta-feira suas ações são negociadas na Bolsa de Nova York sob o símbolo DAN. Foram canceladas as ações antigas DCNAQ.

Sediada em Toledo, Ohio, a Dana emprega cerca de 35 mil pessoas em 26 países e o faturamento mundial em 2006, último dado disponível, foi de US$ 8,5 bilhões. Mais de metade das receitas vieram das operações da companhia fora dos Estados Unidos.

Fonte: Autodata

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