QUI, 07 de out / 2010

Alumínio Alcoa é o principal componente do primeiro veículo superesportivo brasileiro

As primeiras unidades do primeiro veículo nacional superesportivo, o Rossin-Bertin, estão programadas para ser produzidas a partir de 2011. Mas antes desse sonho se tornar realidade, os executivos da montadora tiveram de acreditar muito neste projeto e trabalhar intensamente para conseguir levar a ideia adiante. Uma das estratégias adotadas pela equipe foi apresentar a proposta a grandes empresas e convencê-las a fazer parte de um projeto arrojado e pioneiro no País. "Se não tivéssemos grandes empresas ao nosso lado ficaria difícil convencer mais pessoas de que é possível produzir um veículo superesportivo no Brasil com a mesma qualidade dos internacionais, ou quem sabe até superior", explica Fharys Rossin, CEO da Rossin e ex-designer da General Motors. O design de exterior do novo Chevrolet Camaro, produzido no Advanced Studio, em Michigan, Estados Unidos, foi o último projeto de Fharys na montadora.

As conversas com a Alcoa começaram em 2007. Quando Fharys Rossin decidiu procurar a Companhia, já sabia que a Empresa era responsável pela produção dos spaceframes de outros modelos superesportivos de luxo, como Ferrari e Audi. "Quando cheguei à Alcoa para nos reunirmos, todos ficaram surpresos porque apresentei o conceito de longarina e disse que precisaria de algo nesse sentido", recorda Rossin.

"Quando percebi a qualidade da equipe da Alcoa, logo consegui vislumbrar o conceito de spaceframe para nosso carro. Senti que dentro da Alcoa tinha muito a ser conquistado por causa da tecnologia, know-how e experiência dos profissionais, algo que não se encontra facilmente no mundo", completa Rossin.

Na indústria automotiva há inúmeros casos de adaptação de projetos em veículos, tanto em sua estrutura como no desenvolvimento de novos componentes. E em muitas ocasiões os desafios são tantos que acabam atrasando e comprometendo o resultado final de um trabalho. "O desenvolvimento do spaceframe e de outros componentes em alumínio já contou com a participação do metal desde o início, não houve adaptação. Pudemos concentrar nossos esforços nas propriedades do alumínio e na sua alta capacidade mecânica", revela Reginaldo Otsu, gerente de Produtos do mercado industrial da Alcoa.

O Rossin-Bertin contém outros componentes sustentáveis em sua estrutura além do alumínio, como por exemplo a fibra de carbono. A escolha desses materiais ajudou a reduzir o peso do veículo em cerca de 450 quilos quando comparado com similares que empregam outros materiais tradicionais. Com esta escolha, o Rossin-Bertin se torna mais leve, resistente, seguro, veloz, eficaz e menos poluente. "Há pessoas que acreditam que um carro leve e brasileiro não pode dar certo. Vamos quebrar esse paradigma e provar que é possível inovar e utilizar o alumínio como componente estratégico", conta Rossin.

Alumínio da Alcoa é componente estratégico no superesportivo brasileiro Vorax - O superesportivo brasileiro necessita de cerca de cinco mil peças para ser montado. Desse total, 60% serão de alumínio. Além do spaceframe, contará com outros componentes do metal, como tanque de combustível, rodas, portas, pedais, puxadores, entre outros.

Testes comprovam resistência e segurança - A equipe de engenharia e desenvolvimento do Rossin-Bertin já realizou três testes para avaliar a segurança, resistência, durabilidade e desempenho do automóvel. Os testes foram realizados por meio de simulações eletrônicas e comprovaram que a utilização do alumínio não comprometeu o desempenho do automóvel. "Conseguimos atingir um resultado muito bom nestas avaliações. Precisamos fazer pequenos ajustes para conquistar a pontuação máxima", comemora Rossin.

Perfil- Há 45 anos no Brasil, a Alcoa Alumínio S.A. é subsidiária da Alcoa Inc, líder mundial na produção de alumínio primário, alumínio transformado e alumina. Além de haver inventado a moderna indústria do alumínio, há 120 anos, a Alcoa prima pela inovação, contribuindo para o desenvolvimento dos mercados aeroespacial, automotivo, de embalagens, construção civil, transporte comercial, eletrônicos e industrial. Além de alumina e alumínio primários, a Alcoa fabrica produtos transformados, como laminados e extrudados, bem como rodas forjadas, sistemas de fixação, fundidos de superligas e de precisão, estruturas e sistemas para construções. Dispõe também de sofisticadas tecnologias em outros metais leves, como superligas de titânio e níquel. A Companhia possui 59 mil funcionários em 31 países e integra pela oitava vez consecutiva o Índice Dow Jones de Sustentabilidade. A sustentabilidade é parte integrante da Alcoa e está presente em todas as práticas, serviços e produtos oferecidos aos clientes, até porque, por ser infinitamente reciclável, o alumínio é a própria sustentabilidade em forma de metal, pois cerca de 75% de todo o alumínio produzido desde 1888 ainda continua em uso hoje em dia. A Companhia foi eleita por cinco vezes consecutivas uma das empresas mais sustentáveis do mundo no Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça e é uma das fundadoras da Parceria Americana pela Ação Climática (United States Climate Action Partnership - USCAP), uma associação composta por importantes companhias e ONGs ambientais norte-americanas que lutam pela redução significativa das emissões de gases causadores do efeito estufa.

Na América Latina e Caribe, a Alcoa conta com mais de sete mil funcionários e opera em seis estados brasileiros - Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Pará, São Paulo e Santa Catarina - incluindo uma nova mina de bauxita, instalada em Juruti-PA. Possui operações também na Jamaica, Suriname e Trinidad & Tobago. Além das usinas de Barra Grande e Machadinho, no Sul do Brasil, a Alcoa participa nos consórcios das hidrelétricas em construção de Estreito, na divisa do Tocantins e Maranhão; e Serra do Facão, entre os estados de Goiás e Minas Gerais. Neste ano, foi incluída pela terceira vez consecutiva na lista das 50 Empresas do Bem, da revista Dinheiro. Em 2009 a Alcoa foi eleita uma das 20 empresas-modelo pelo Guia Exame de Sustentabilidade. Foi incluída pela nona vez entre as Melhores Empresas para se Trabalhar no Brasil, pelo Instituto Great Place to Work. Também foi uma das "empresas mais admiradas do Brasil", segundo pesquisa publicada pela revista Carta Capital; e destaque no ranking das 500 Melhores Empresas da revista Dinheiro. Foi reconhecida no Guia de Boa Cidadania Corporativa 2006, publicado pela revista Exame, nas áreas de Valores e Transparência e de Governo e Sociedade.| www.alcoa.com.br.

Fonte: Fator Brasil

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Maicon Vasconcelos*

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