SEX, 25 de jun / 2010

Bosch avalia aquisições no Brasil e aposta no mercado doméstico

A Bosch, uma das maiores fornecedoras do mundo de componentes de alta tecnologia para a indústria automobilística, aposta sobretudo no mercado brasileiro para incrementar o faturamento gerado na América Latina nos próximos anos. No Brasil, a companhia avalia ainda oportunidades de aquisição, com a possibilidade de concretizar algum negócio até o fim do ano.

Independentemente de ir ou não às compras ainda em 2010, de acordo com o presidente da Robert Bosch América Latina, Andreas Nobis, a expectativa é a de que as receitas na região, neste ano, se aproximem dos níveis verificados em 2007, puxadas principalmente por autopeças, e pelas vendas no mercado brasileiro. As exportações, mais uma vez, devem perder espaço no faturamento, como parte da estratégia da companhia de cada vez mais reduzir a exposição ao mercado externo, principalmente em razão do câmbio.

Em entrevista concedida ao Valor no complexo da Bosch em Campinas, Nobis informou que a companhia planeja investir R$ 45 milhões até o fim do ano em ativos fixos no país - nos últimos sete anos, os aportes superaram R$ 1 bilhão. Sobre as possíveis aquisições, preferiu não entrar em detalhes. "É muito difícil concretizarmos uma compra no segmento de autopeças, porque somos muito especializados e temos tecnologia avançada. Mas também atuamos em outras áreas, como bens de consumo e de construção, nas quais pretendemos crescer nos próximos anos", indicou.

No ano passado, o faturamento líquido do grupo no Brasil somou R$ 3,8 bilhões, 20% abaixo do verificado em 2008, sem considerar a participação da BSH, joint venture com a Siemens para a área de eletrodomésticos - em 2009, a Bosch vendeu as operações da BSH no Brasil para a Mabe. O valor correspondeu a 88% dos R$ 4,3 bilhões faturados na América Latina, e a perspectiva é a de que o país mantenha fatia de cerca de 80% nos negócios regionais no médio e longo prazos. "Vamos buscar novos negócios em outros países promissores da região, como Chile e Colômbia. Mas o Brasil, sem dúvida, deve manter sua posição", avaliou.

A divisão de autopeças, que seguirá relevante para o faturamento global da companhia, deverá assistir a crescente participação das áreas de tecnologia industrial e bens de consumo. "Historicamente, a participação da área automotiva é de 60%, mas há intenção de mudar isso", afirmou. No ano passado, no Brasil, essa divisão foi responsável por 78% das receitas - considerando-se a operação latino-americana, a parcela é de 73%.

Quanto ao destino dos produtos, acrescentou o executivo, as vendas da Bosch no mercado brasileiro em 2010 deverão compensar uma nova rodada de retração nas exportações, que representaram 21% do faturamento do grupo no Brasil em 2009, ante 29% no ano anterior. Na comparação com 2007, conforme projeção do grupo, as vendas da área automotiva devem mostrar expansão de 20% e as exportações, queda de 14%.

Os dois últimos exercícios, destacou Nobis, foram "bastante" críticos em razão da crise econômica global e do abalo estrutural sofrido pela indústria automobilística. Daí a preferência pela comparação com números de 2007. "É o que mais reflete a realidade dos negócios. Vamos crescer entre 13% e 15% sobre o 2009, mas ficaremos um pouco abaixo de 2007", ponderou. Retornar aos R$ 4,8 bilhões de receita líquida registrados naquele ano deve ficar para 2011.

O otimismo em relação ao mercado doméstico não se resume ao cenário favorável para a indústria automobilística. Além do potencial do setor, cujas vendas voltaram a crescer mesmo com o fim do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido, há perspectivas positivas para as outras duas áreas de atuação da Bosch, conforme Nobis. Investimentos em infraestrutura, exemplificou, deverão se traduzir em novos negócios em tecnologia industrial e materiais. "Pode até haver algum atraso em um ou outro projeto, mas a Copa e as Olimpíadas têm prazo e exigirão investimentos dentro deles."

O cenário de curto prazo traçado para os negócios no país também leva em conta potenciais "freios". Câmbio e o chamado "custo Brasil", conforme Nobis, são os dois pontos mais preocupantes. O fortalecimento da moeda brasileira ante o dólar, justificou, reduz a competitividade dos produtos de selo nacional. E o mesmo prejuízo decorre do "custo Brasil". "O aço, que aqui é 30% mais caro do que na Alemanha, por exemplo, pode levar um cliente a assinar um contrato lá e não aqui", disse.
Apesar da nova dinâmica das moedas, a conversa com as montadoras, brincou o executivo, segue na base da "luta diária". Va verdade, estamos todos no mesmo barco. O preço do aço também preocupa as montadoras", disse. Sobre o avanço dos importados, especialmente no setor de autopeças, e o apoio à vinda de novas fabricantes para o Brasil, o executivo foi enfático. "Temos fábricas de padrão internacional e a logística (de importação) não é simples. Estamos confortáveis em relação aos novos concorrentes". O faturamento global da Bosch em 2009 foi de US$ 53 bilhões.

Fonte: Valor

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