QUA, 24 de set / 2008

Bosch estuda ampliar fábrica de freios ABS em São Paulo

Há pouco mais de um ano, a Bosch inaugurou a primeira fábrica do Brasil de sistemas de antibloqueio de frenagem - conhecidos como freio ABS. Agora, a empresa pensa em como ampliar a capacidade da unidade, já que deverá encerrar o ano no limite de produção.

Instalada em Campinas, no interior de São Paulo, a fábrica de freios ABS da Bosch abastece toda a América do Sul. No total, a fábrica tem capacidade para produzir até 250 mil sistemas de freios deste tipo por ano.

Segundo Carlo Gibran, gerente de marketing da divisão de sistemas de controle de chassis na América Latina, a taxa de instalação do equipamento em veículos novos no país, baseado no comportamento do mercado nos últimos anos, poderá chegar a 40% em 2013, quando a indústria automobilística prevê uma produção de 6 milhões de unidades. "Se compararmos o Brasil com países com os quais somos sempre comparados, fica claro o potencial de crescimento. A China, por exemplo, já tem uma taxa de instalação dos freios ABS em 64% dos carros novos", afirma o executivo.

No ano passado, a taxa de instalação dos freios ABS nos automóveis produzidos no Brasil foi de 15% e em 2006, de 13%. Esse aumento de dois pontos percentuais, conforme os cálculos da Bosch, significa um acréscimo de 100 mil unidades. Para 2008, a previsão é de que possa ultrapassar 17%. De acordo com o executivo, a pretensão de aumentar a produção no país é um projeto de curto ou médio prazo. "Estamos estudando a possibilidade", diz o executivo.

O maior crescimento na utilização do equipamento é verificado nos veículos médios, principalmente os sedãs. Gibran ressalta que, quando produzido em escala, o equipamento não tem impacto substancial no preço final do carro. "O Línea [lançamento da Fiat] é um dos veículos que já vem com o ABS de série e nem por isso é mais caro que os concorrentes", declara.

Para instalar a fábrica de freios ABS no país, a Bosch investiu cerca de R$ 25 milhões. A inauguração da unidade ocorreu em agosto do ano passado e contou com a presença de Werner Struth, executivo que comanda esta divisão da Bosch em todo o mundo. Entre 2006 e 2007, a área faturou cerca de ? 2,9 bilhões em todo o mundo.

Além do mercado nacional, existe grande possibilidade de crescimento das vendas na Argentina, pois o país publicou em abril a lei de seguridade viária. Nela, segundo Gibran, existe a intenção de tornar o freio ABS em um item de série, assim como ocorre nos Estados Unidos, em grande parte da Europa e no Japão. "Creio que o mesmo possa ser feito no Brasil. Cada vez mais o consumidor valoriza os itens de segurança", acrescenta.

A disseminação do sistema de antibloqueio de frenagem foi intensificada no fim dos anos 90. Na época, a Toyota decidiu instalar os freios ABS em todos os veículos novos produzidos pela montadora no Japão. Desta forma, forçou os concorrentes a apressarem a popularização dos equipamentos. A Bosch informa que em seus testes um veículo médio, a 80 quilômetros por hora, tem sua distância de parada reduzida em cerca de 20% em asfalto seco e 23% em asfalto molhado, quando comparado à parada proporcionada por um sistema de freio comum.

Fonte: Valor

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