QUI, 26 de out / 2017

Campanha Salarial 2017: Metalúrgicos da CUT-SP apreciam propostas e decidem por greve

Crédito: Marina Selerges/ FEM-CUT/SP
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Luizão: Grupo 3 foi notificado por insistir na retirada de direitos 

Após meses intensos de negociações com o objetivo de garantir a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho e a manutenção dos direitos da categoria, a Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT São Paulo (FEM-CUT/SP), entregou, nesta semana, o aviso de greve para o grupo 3, que reúne os sindicatos patronais das indústria de autopeças, parafusos e forjaria, para o grupo 10, que são as indústrias inorganizadas em sindicatos patronais e o Sindicel, que reúne empresas do setor de condutores elétricos.

O presidente da FEM-CUT/SP, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, afirmou que o Grupo 3 foi notificado por insistir na retirada de cláusulas da CCT e não aceitar a cláusula de salvaguarda, o grupo 10, apesar de aceitar assinar a Convenção como está, não quis assinar a cláusula que neutraliza os efeitos da reforma trabalhista e o Sindicel por não apresentar qualquer proposta aos trabalhadores. “Estes grupos estão aproveitando a aprovação da reforma trabalhista, que foi encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pela FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e aprovada pelo Congresso golpista para retirar os nossos direitos”.

Desde o início da Campanha Salarial, a FEM-CUT/SP colocou como objetivo central a manutenção da Convenção Coletiva de Trabalho. “Muitas vezes não valorizamos a CCT como ela merece”, destacou Andrea Sousa, secretária da Mulher da FEM-CUT/SP. “É nela (CCT) que estão garantidos todos os nossos direitos, por exemplo a cláusula que obriga a empresa nos oferecer água potável. A Convenção é nossa bíblia”, finalizou Andrea.

Assembleias
As propostas feitas pelas bancadas patronais da Fundição, Estamparia, Grupo 8.2 (Sicetel e Siescomet) e Grupo 8.3 (Sinafer, Sianfesp e Simefre) estão sendo apreciadas pela categoria em assembleias realizadas pelos sindicatos durante esta semana. “O que estamos levando para apreciação do trabalhador é a reposição da inflação, a manutenção de todas as cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho e a assinatura da Cláusula de Salvaguarda que tem a função de barrar os efeitos da reforma trabalhista para a nossa categoria”, explicou Luizão.

Em Itu, em assembleia realizada no último sábado (21), a categoria aprovou a proposta. No ABC a assembleia aconteceu na última terça-feira (24) e os trabalhadores também deram sinal verde para a assinatura da CCT. Em ambos os sindicatos a categoria também decidiu realizar greve nas empresas que compõe o Grupo 3, 10 e Sindicel.

As assembleias continuam e paralisações continuam no decorrer da semana.

(Fonte: FEM-CUT/SP)

(Fonte: FEM-CUT/SP)

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QUI, 19 de jul / 2018

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