QUA, 13 de set / 2017

Cresce mobilização de metalúrgicos da CUT de MG e SP. Amazonas fecha acordo

Nos dois estados do Sudeste, estão sendo realizadas assembleias para intensificar luta da campanha salarial. Já os trabalhadores no Polo Industrial de Manaus conquistaram aumento real.

Crédito: CNM/CUT
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Os metalúrgicos cutistas de São Paulo e Minas Gerais estão ampliando sua mobilização em busca de resultado satisfatório em suas campanhas salariais. Em São Paulo, a Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/SP (FEM-CUT/SP) está orientando os sindicatos filiados a intensificarem as assembleias nas fábricas, para pressionar os empresários a atenderem as reivindicações econômicas da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. 

Já os metalúrgicos mineiros têm uma nova rodada de negociação marcada para esta sexta-feira (15). Na última reunião, a bancada patronal propôs aumento de apenas 1% de reajuste salarial. A Federação Estadual dos Metalúrgicos da CUT/MG (FEM-CUT/MG) também está orientando as entidades de base a começar a mobilizar os trabalhadores no interior das fábricas, para que as negociações tenham sucesso. A data base da categoria é 1º de outubro.

Após diversas paralisações, os metalúrgicos do Amazonas conquistaram aumento salarial de 6,1%.

Confira a seguir como está a campanha em cada estado: 

São Paulo
A Federação dos Metalúrgicos da CUT de São Paulo (FEM-CUT/SP) intensificou, na última semana, as rodadas de negociações com os grupos patronais. Além de defender as cláusulas sociais pré-existentes na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), os representantes dos trabalhadores têm aprofundado o debate sobre o desmonte das leis do trabalho, promovido com a Reforma Trabalhista.

“Alguns empresários estão entusiasmados com a aprovação da reforma, pensando que podem acabar com todos os direitos. Nosso objetivo é barrar qualquer ataque à classe trabalhadora”, afirma Luiz Carlos da Silva Dias, Luizão, presidente da Federação

Cerca de 200 mil metalúrgicos cutistas estão em campanha salarial. A data base da categoria é 1º de Setembro.

Nesta quinta-feira (14), os metalúrgicos vão participar do Dia Nacional de Luta, Protestos e Greves contra a redução de direitos, a favor da unidade de ação nas campanhas salariais e a luta por um acordo coletivo nacional que garanta piso salarial e direitos mínimos. 

Crédito: Marina Selerges/ FEM-CUT/SP
FEM-CUT/SP em negociação com o Grupo 2
FEM-CUT/SP em negociação com o Grupo 2 


Saiba como estão as negociações em cada grupo patronal:

G2: Em 2016, o G2 assinou a CCT com duração de dois anos (válida até agosto de 2018). Por isso, neste ano, a FEM debaterá em mesa de negociação permanente o combate à reforma e o piso salarial.

G3: Dia 22 de agosto, a Federação e o G3 se reuniram pela quarta vez e o setor patronal tem insistindo na retirada do direito à estabilidade ao metalúrgico acidentado ou com doença ocupacional. Eles negam ainda avanços nas cláusulas da licença paternidade e da licença amamentação.

G10: A primeira rodada com o G10 aconteceu dia 8 de agosto e debateu um plano de trabalho que prevê, inicialmente, a discussão das cláusulas pré-existentes.

Fundição: No dia 10 de agosto aconteceu a primeira rodada com a Fundição, na qual foi aprovado o plano de trabalho da Campanha Salarial.

Estamparia: A primeira rodada foi realizada em 8 de agosto, na qual ficou estabelecido um plano de trabalho para debater as reivindicações dos metalúrgicos.

G8-1: Após duas rodadas, as negociações com o Sindicel não tiveram avanços. Eles se propuseram a fazer nova redação das cláusulas pré-existentes e apresentar na próxima rodada.

G8-2: A FEM voltou a se reunir com a bancada patronal do Sicetel na quarta, 16, para a segunda rodada. Foram debatidas as cláusulas pré-existentes, como a do Emprego Apoiado, que favorece a contratação de trabalhadores com deficiência.

G8-3: No dia 15 de agosto, a Federação realizou a segunda rodada com o Sinafer. As bancadas debateram as cláusulas pré-existentes e avançaram nas reivindicações de aprimoramento do auxílio funeral.

Minas Gerais
Os metalúrgicos de Minas Gerais se reuniram com os patrões no último dia 31 de agosto, em Belo Horizonte, na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). A bancada patronal apresentou uma contraproposta à pauta de reivindicações dos trabalhadores, entregue no dia 31 de julho. Os patrões propuseram conceder 1% de reajuste salarial, a partir de 1º de outubro, e alterar diversas cláusulas da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT).

Crédito: FEM-CUT/MG
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Metalúrgicos de Minas entregaram pauta de reivindicação no início de agosto 

A contraproposta apresentada pelos patrões agora será analisada pelas federações. Novas rodadas de negociações estão marcadas para os dias 15, 21 e 28 de setembro.

Os metalúrgicos reivindicam reposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (INPC) mais aumento real. Abono salarial de R$ 550,00, reajuste de 6% nas demais cláusulas econômicas e extinção de uma faixa de piso salarial.

A data base da categoria é 1º de outubro e contempla aproximadamente 75 mil metalúrgicos da CUT.

Amazonas
Já os trabalhadores no Polo Industrial de Manaus (PIM) conquistaram aumento salarial médio de 6,1% a partir deste mês de setembro. A assinatura do acordo coletivo ocorreu na última terça-feira (5) com três sindicatos patronais de subsetores da indústria.

Crédito: Divulgação
Metalúrgicos do Amazonas
Após diversas paralisações, metalúrgicos do Amazonas conquistaram aumento de 6,1%

Com esse reajuste, o piso salarial, que antes era de, no máximo, R$ 1,2 mil, saltou para R$ 1.345, enquanto que o dos industriários do polo de duas rodas subiu para R$ 1.429. Atualmente, há em torno de 82 mil trabalhadores no Polo. 

(Fonte: Assessoria de imprensa da CNM/CUT, com informações da FEM-CUT/MG, FEM-CUT/SP e Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba)

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