QUI, 21 de dez / 2017

China quer manter crescimento e atacar riscos financeiros

A China quer aprofundar reformas estruturais e reduzir os riscos financeiros no país, mantendo um crescimento econômico estável em 2018. Esses objetivos foram definidos pelos líderes chineses em reunião de planejamento econômico, segundo a agência de notícias oficial. Pela primeira vez em muitos anos, o país não tem uma meta numérica de crescimento.

A China teve crescimento econômico melhor que o esperado neste ano, mesmo quando intensificou a campanha para conter o crédito, embora haja receio crescente de que uma política econômica mais apertada possa afetar o crescimento da segunda maior economia global no próximo ano.

A reunião econômica anual tem como participantes os principais líderes chineses e é acompanhada atentamente por investidores em busca de pistas sobre prioridades de política governamental e as metas econômicas do ano seguinte.

O governo quer avançará em reformas estruturais de estímulo à oferta e manterá uma política monetária prudente e neutra no ano que vem, com o objetivo de melhorar a qualidade do crescimento, disse a Xinhua, citando um comunicado na após a reunião.

"O desenvolvimento econômico chinês entrou numa nova era. A característica básica é que nossa economia passou do estágio de crescimento de alta velocidade para um estágio de desenvolvimento de alta qualidade", diz a nota. "Impulsionar o crescimento de alta qualidade é um requisito para manter o desenvolvimento saudável”.

A nota reforça discurso do presidente Xi Jinping em outubro, no sentido de que a China se empenharia em crescer com mais qualidade, maior eficiência e justiça.
Nos primeiros nove meses deste ano, a economia chinesa cresceu 6,9%, em relação ao ano passado. Essa alta foi sustentada por exportações mais aquecidas e por gastos públicos, o que permitiu ao país superar a meta de crescimento de cerca de 6,5% neste ano.

A China manterá o crescimento econômico e do crédito numa faixa razoável no próximo ano, disse a Xinhua. Fontes disseram à Reuters que os líderes chineses provavelmente manterão o nível de crescimento para 2018, ao mesmo tempo em que aceleram esforços para evitar uma acumulação muito perigosa do endividamento.

Pequim vem fazendo progressos para controlar o nível de dívida, em relação ao PIB. O índice de endividamento das empresas diminuiu um pouco neste ano, de acordo com os dados do Banco de Compensações Internacionais.

Embora a declaração após a conferência econômica deste ano não tenha feito menção à necessidade de reduzir a alavancagem empresarial - em contraste com a do ano passado - isso não significa que a China esteja recuando da campanha de desalavancagem, disse Yang Zhao, principal economista da Nomura para China. Para ele, a desalavancagem é um pilar da estratégia de reforma chinesa.

Isso se alinha com a campanha deste ano de desarmar riscos nos mercados financeiros, reprimindo o enorme setor bancário informal. A China deve ainda tomar medidas para fortalecer a regulamentação da dívida de governos locais, promover investimento privado e aprofundar a reforma das estatais em 2018, disse a Xinhua.

(Fonte: Valor Econômico)
 

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