TER, 01 de Jul / 2008

Consumo acelerado força a Votorantim a ampliar fábricas

Sob pressão da forte demanda no país, e do governo federal, que teme nova falta no abastecimento de cimento, o grupo Votorantim anunciou ontem um reforço de R$ 1,45 bilhão no seu programa de investimentos para elevar a oferta do produto. Esse valor será aplicado até até 2011 em quatro novas linhas de produção ao lado de fábricas já existentes, com adição de 6,7 milhões de toneladas de capacidade no parque fabril.

Em agosto do ano passado, a Votorantim já havia lançado um pacote de R$ 1,7 bilhão em novas fábricas, expansões e reativaçao de fornos até 2010. Com isso, o grupo ficaria apto a fabricar 33 milhões de toneladas, com unidades espalhados do Pará ao Rio Grande do Sul e interiorização de unidades, chegando aos Estados de Tocantins e Rondônia. 
"O mercado cresce a uma taxa superior ao que previmos no início do ano", afirma Walter Schalka, presidente da Votorantim Cimentos, admitindo que foram surpreendidos. A empresa projetou aumento de 9% no consumo, mas o comportamento da demanda até agora sinaliza 12% para o ano. No Centro-Oeste e em parte do Norte do país é onde se observa as maiores dificuldades de abastecimento. O nível de demanda sobe em torno de 15%. "Estamos levando material de nossa fábrica de Sergipe para atender o Mato Grosso", diz, lembrando que é uma medida onerosa para garantir abastecimento. 

"O cimento não será um fator limitante do crescimento [da economia] do país", afirma o executivo. Schalka informa que o grupo foi chamado a Brasília, nos ministérios da Fazenda e Casa Civil, e solicitados a investir no aumento da oferta de cimento para evitar falta do produto. O temor do governo é que problemas no abastecimento levem os preços às alturas, como ocorreu em alguns lugares no ano passado. 

Para Schalka, como líder do mercado nacional, com 40% das vendas, a Votorantim tem de estar à frente dos programas de expansão do setor, mas informou que a decisão no grupo foi tomada com certa preocupação. Uma das "nuvens negras" no horizonte é o aumento da inflação, que por sua vez pode levar a mais aumentos na taxa de juros e por consequência à retração no crédito. "Num cenário assim, as pessoas tem suas prioridades de consumo. Um exemplo é alimentos". 

A segunda onda de expansão da VC abrange linhas adicionais nas fábricas de Nobres (MT), Sobradinho (DF), Salto de Pirapora (SP) e Rio Branco do Sul (PR). Os investimentos ficarão prontos entre o primeiro semestre de 2010 e o segundo de 2011, com geração de 1,7 mil empregos diretos e indiretos. Com 3,7 milhões de toneladas a mais nas fábricas de Sobradinho e Nobres, observa o executivo, haverá desafogo no abastecimento do Centro-Oeste e dos Estados de Tocantins, Rondônia e Acre. 

A projeção da empresa é que de 2009 a 2011 o mercado crescerá no ritmo de 7% a 8% ao ano, depois de ficar acima de dois dígitos em 2007 e neste ano. Com isso, a previsão é o país atingir 65 milhões de toneladas daqui a três anos, estabilizando-se nesse patamar. Para 2008, o volume é estimado em 50 milhões de toneladas, batendo novo recorde do setor. A VC estima produzir 42% desse montante.

O consumo per capita brasileiro de cimento ainda é baixo comparado a de outros países da América Latina, como México, Chile e Argentina, na faixa de 300 quilos por habitante ao ano. Em 1998, com 241 quilos, o Brasil teve o maior volume da história. Neste ano, pode passar de 260 quilos, o que ainda está longe de China (mais de 400) e países como Portugal e Espanha. 

A aposta da Votorantim, além da habitação - construção formal e o chamado consumo "formiguinha" para reformas e puxadinhos, que dependem de renda - são as obras de infra-estrutura do PAC (programa do governo), cuja velocidade dos projetos de hidrelétricas, rodovias e portos preocupa. 

Fonte: Valor

Com a Palavra

TER, 07 de Jul / 2020

O resgate do setor de ferramentaria

Por José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho Coordenador do Segmento Automotivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT)

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