SEX, 06 de mar / 2015

Coordenadores de redes sindicais recebem capacitação em SP

Crédito: Divulgação
Coordenadores de redes sindicais recebem capacitação em SP
João Cayres, ao centro, abordou importância da redução de desigualdades entre trabalhadores

A primeira atividade do projeto Promoção dos Direitos Trabalhistas na América Latina superou as expectativas dos organizadores. Mais de 50 coordenadores de redes em 10 Estados brasileiros estiveram em São Paulo nos dias 3 e 4 de março para o curso Concepção e prática sindical e o papel das redes. O curso é o primeiro módulo de formação oferecido especialmente aos coordenadores de rede e tem como objetivo o debate, a compreensão e a análise de conjuntura política brasileira, atual e de anos de referência para o sindicalismo.

Estiveram presentes representantes das redes Braskem, CBC, Leoni, Linde, Henkel, Knauf, Sithl, Taurus, ThyssenKrupp e Weg atuantes nos Estados de Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. Também participaram representantes das entidades gestoras do projeto – Instituto Observatório Social, CUT, Confederação Nacional dos Metalurgicos da CUT (CNM/CUT) e Confederação Nacional dos Químicos (CNQ/CUT).

“Buscamos uma sociedade mais justa e mais igual, e precisamos nos preparar para isso. Esse curso ajuda os coordenadores a identificar os cenários, a analisar a conjuntura. Ele é base para agir localmente, por meio das redes, e influenciar globalmente”, afirmou o representante da CUT Ricardo Jacques.

“Precisamos ter clareza do que acontece, de como o dia a dia é noticiado, para podermos analisar, debater e confrontar. Esse curso ajuda neste sentido, de se ter clareza da conjuntura, dos atores, dos cenários políticos e sindicais”, completou o representante da CNM/CUT Valter Bittencourt.

O curso foi elaborado com o objetivo de auxiliar os coordenadores de rede a não apenas entender o cenário político histórico e atual, mas também a analisar o sindicalismo e a pensar em ações voltadas para o diálogo social. “Temos que lutar para impor nossa pauta”, ressaltou a coordenadora de pesquisas do Instituto Observatório Social, Lilian Arruda. “Este ano será muito difícil para a classe trabalhadora. A agenda não é positiva. Temos um grande desafio pela frente e precisamos de conhecimento e de articulação”, completou.

“Não podemos ir para as ruas sem saber da conjuntura”, reforçou o representante da CNQ/CUT Fábio Lins. “Temos que ser críticos e a classe trabalhadora precisa ter uma pauta consistente. Nós não vamos fugir à luta, iremos às ruas como sempre fomos. Mas precisamos ir bem embasados.”

Participantes analisam cenário nacional e ações das próprias redes
Como parte das atividades do curso de formação, os coordenadores lembraram de momentos históricos no sindicalismo brasileiro, desde a época de criação das primeiras centrais sindicais. Debateram o cenário político e econômico da época, compararam com o momento atual e souberam mais sobre concepção e prática do novo sindicalismo.

“A década de 1980 é lembrada como a década perdida. Antes era a época de ouro do capitalismo, mas em 1980 foi cobrada a conta”, explicou a economista técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Rosângela Vieira, que auxiliou os participantes na análise de conjuntura. “Hoje, a pauta é falar sobre ajuste fiscal, corte de gastos. Apesar do momento pelo qual o Brasil passa, somos o 5° maior receptor de investimentos diretos na área produtiva. Por isso é tão importante a organização em redes, que são um legado do movimento sindical contra a coação do sistema de produção capitalista”, ressaltou.

Também fez parte das atividades a análise das ações realizadas pelas próprias redes. Os participantes da rede CBC/Taurus destacaram que, apesar de ainda haver dificuldade no diálogo com a empresa, já percebem que a luta contra a disparidade está fortalecida. Na Stihl, o avanço destacado foi com relação ao debate sobre o adicional noturno em todas as plantas.

A rede sindical na multinacional Knauf conseguiu negociar a descentralização do RH da empresa e discutir nacionalmente o PLR. A rede Linde destacou a presença de mais um membro na rede sindical, enquanto a rede na Leone ressalta o diálogo social permanente com a direção da empresa. Na Weg, a dificuldade maior permanece a falta de respostas da empresa às solicitações da rede. 

Na Henkel, a dificuldade de diálogo se estende aos sindicatos que representam os trabalhadores e trabalhadoras. A rede Braskem aponta como desafios o diálogo social e o debate sobre saúde, segurança e auxílio educação. Na rede ThyssenKrupp, destacam-se as conquistas: a empresa passou a patrocinar os encontros, melhorou o diálogo social e fechou um acordo nacional de PLR para a sessão de elevadores.

Comunicação e troca de informações são desafios na rede Linde
No dia 4 de março, trabalhadores da rede Linde realizaram encontro paralelo ao curso de capacitação de coordenadores, em São Paulo. Estiveram presentes representantes de plantas no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco. Na pauta de discussões, a dificuldade de comunicação e de divulgação de informações ganhou destaque.

Segundo os participantes, a rede consegue mobilizar os sindicatos e engajar os trabalhadores e trabalhadoras, os canais de comunicação funcionam, mas precisam ser mais ágeis – uma deficiência que acaba beneficiando a empresa. Também apontaram a necessidade de mapear os sindicatos, de levantar informações sobre as diferentes bases e de usar essas informações como ferramenta de negociação. Buscar mais informações sobre a empresa, melhorar a comunicação entre as plantas e buscar mais iniciativas para o diálogo social também foram destacados.

CBC/Taurus busca diálogo social e maior integração entre plantas
A busca por ferramentas que facilitem a integração e a comunicação entre diferentes plantas e que pressionem a empresa para o diálogo social estão entre as prioridades da rede sindical na CBC/Taurus. Representantes de plantas no Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia estiveram reunidos em São Paulo nos dias 5 e 6 de março para debater o cenário atual e elaborar estratégias.

“Essa é a segunda rede de trabalhadores que une metalúrgicos e químicos, e estamos bastante felizes com os resultados que estão sendo alcançados”, apontou o representante da CNQ/CUT Fábio Lins. “As redes têm papel fundamental na construção de acordos coletivos nacionais. Hoje vemos nas multinacionais um movimento de descentralização, e é com o fortalecimento das redes que conseguimos reduzir as diferenças entre as plantas em diferentes lugares”, completou o secretário geral e de Relações Internacionais da CNM/CUT, João Cayres.

(Fonte: Paola Bello - Instituto Observatório Social)
 

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