TER, 10 de mar / 2009

Crise derruba exportações e Bosch reduz investimento

Boas e más notícias cercam a filial brasileira da Bosch, maior fabricante de autopeças do mundo. A novidade ruim vem do exterior. Uma brutal queda de encomendas de componentes exportados para montadoras dos Estados Unidos e Europa, mergulhadas na crise, levará a empresa a reduzir investimentos programados para o ano em 25%. Mas no mercado doméstico, há motivo para comemorar: a Bosch foi a primeira a colocar em um automóvel o sistema de partida a frio, que aposenta o "tanquinho" de gasolina nos carros flex. 

A Bosch tinha se programado para investir este ano R$ 80 milhões. Mas agora reduziu a previsão para R$ 60 milhões. A maior parte dos recursos seria destinada ao desenvolvimento de produtos. Tradicional fornecedora de sistemas de combustível para fabricantes de veículos dos mercados do Primeiro Mundo, a empresa viu a participação das exportações na sua receita já cair de mais de 40% para 32%. 

Somente as vendas destinadas aos Estados Unidos caíram 40%. Em algumas fábricas mais dependentes das vendas ao exterior, como a de Curitiba (PR), que fornece sistemas a diesel, a queda das exportações chegou a 50%. "O que estamos vivendo em 2009 é dramático", diz o vice-presidente da Bosch na América Latina, Besaliel Botelho. 

Por conta desse quadro, agravado pela queda no patamar de produção para o mercado interno, resultado da crise no crédito, a empresa teve de reduzir o ritmo e fazer demissões. O número de cortes não é informado. 

Por outro lado, a direção da empresa também diz se sentir orgulhosa. Fazia 30 anos, desde que o carro a álcool foi lançado, que a indústria automotiva tentava desenvolver uma maneira de o veículo poder ser ligado sem a necessidade de injetar gasolina. 

Embora alguns nem se lembrem, o carro flex tem um reservatório de gasolina, na parte da frente, ao lado do motor, que leva cerca de 1,5 litro de gasolina para permitir a partida sem problemas. Isso é necessário porque a gasolina promove a combustão independentemente da temperatura. Já o álcool não funciona na partida numa temperatura abaixo de 12 graus. 

Acionado eletronicamente, o sistema que acaba de ser lançado aquece o álcool durante a partida. Não apenas a Bosch, como as outras duas importantes fornecedoras de injeção eletrônica no país - Magneti Marelli e Delphi - trabalharam no desenvolvimento dessa tecnologia. 

Mas a Bosch foi a primeira a lançar o produto em um carro. O "tanquinho" foi aposentado em uma versão do Polo, da Volkswagen, chamada E-flex. Delphi e Magneti Marelli informam que estão negociando com as montadoras. 

Na Bosch, o sistema é chamado Flex Start e representa, na visão de Botelho, a terceira geração desde o início do álcool nos veículos. A primeira foi o lançamento do carro movido apenas com esse tipo de combustível. A segunda foi o carro flex, que permitiu o uso de gasolina ou álcool ou ambos misturados. 

Botelho, um dos pais do motor flex, calcula que a extinção do tanquinho será feita em menos tempo do que a substituição do carro a gasolina pelo flex, que levou cinco anos. O executivo lembra que além do fim do incômodo de ter de lembrar de encher o tanquinho, o sistema ajuda na redução de emissão de poluentes. 

Uma vez resolvida a questão da partida a frio, a indústria tem agora outro desafio: concluir o desenvolvimento do chamado "Start Stop", sistema que desliga o motor quando o carro para, como em um congestionamento. Mas essa inovação será mais simples porque já foi desenvolvida na Europa e funciona em alguns automóveis naquele continente.

Fonte: Valor

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