QUI, 09 de ago / 2018

CUT vai ouvir trabalhadores para enviar ao governo proposta de saúde e segurança

Estratégia da Central é garantir a inclusão das propostas dos trabalhadores nas possíveis alterações das Normas Regulamentadoras que afetam diretamente a saúde e a vida da classe trabalhadora.

Crédito: CUT
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Loricardo Oliveira: os trabalhadores vão levar mudanças importantes para o chão de fábrica

Preocupados com a movimentação do governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) que quer revisar as Normas Regulamentadoras (NRs) de proteção à saúde e segurança no trabalho, as secretarias estaduais e nacional da Saúde do Trabalhador da CUT, representantes do Macrossetor da Indústria da CUT, da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) e das Normas Regulamentadoras (NRs) estiveram reunidos nesta terça-feira (7) para elaborarem propostas de reformulação das NRs com o olhar do trabalhador.

“As Normas Regulamentadoras servem para normatizar, nos locais de trabalho, as regras de saúde e segurança do trabalhador”, explica a Secretária Nacional da Saúde do Trabalhador da CUT, Madalena Margarida, que vai solicitar às entidades filiadas para, junto com os trabalhadores e as trabalhadoras em seus locais de trabalho, formularem propostas e enviarem até dia 15 de outubro.

A CUT levará essas propostas na próxima reunião da CTPP, prevista para ocorrer na primeira semana de novembro. A Central também vai encomendar um estudo sobre os impactos das NRs na vida dos trabalhadores para contribuir com o debate.

“A Central precisa apresentar propostas de alteração das NRs na perspectiva do trabalhador. Se deixarmos só o empresário e o governo definirem a vida e a saúde do trabalhador correm riscos”, explicou Madalena, se referindo a importância da participação propositiva da entidade nos espaços tripartites.

Para o secretário geral da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM/CUT) e um dos representantes da CUT na CTPP, Loricardo de Oliveira, com as propostas vindo dos trabalhadores, a participação da Central se torna mais propositiva. “Não seremos só levantadores de crachás para aprovar medidas do governo e de empresários e sim propositivos de mudanças que podem alterar a vida dos trabalhadores”.

“É importante que os ramos discutam, com a perspectiva do trabalhador, se tem ou não a necessidade de mudança. É importante que se escute a base e se atente a discussão das mulheres, da juventude, dos idosos, pensando num ambiente coletivo e mais saudável”, afirmou Loricardo.

O secretário geral da Confederação Nacional do Ramo Químico, Itamar Sanches, disse que as propostas devem atender uma preocupação e visão do local de trabalho em relação à saúde, “se não só teria a visão do governo de plantão influenciado pelo poder econômico e seria muito pior”.

“A CUT faz parte da comissão porque o país é signatário de uma convenção da OIT, que diz que as normas regulamentadoras da saúde e segurança do trabalho devem ser discutidas no tripartismo, com trabalhador, empregador e governo”, ressaltou Itamar, que também representa a CUT na CTPP.

(Fonte: Érica Aragão, CUT Nacional)

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