SEG, 06 de mar / 2006

Dana, quarta grande do setor a pedir concordata

A Dana Corp. pediu concordata para suas operações norte-americanas, passando a ser a quarta grande fabricante de autopeças norte-americana a entrar em concordata nos últimos 13 meses, à medida que a Ford Motor e a General Motors cortam a produção. A fornecedora informou que dispõe de um crédito de US$ 1,45 bilhão para prosseguir com as operações enquanto se reorganiza.
Em comunicado, a companhia informou que as operações na América do Sul (Brasil, Argentina, Uruguai), países da Europa e da Ásia 'não estão incluídas no pedido de reorganização e continuam operando normalmente'.

Em documento entregue pela Dana na sexta-feira a um tribunal de Nova York, a empresa informa que tem ativos no valor de US$ 7,9 bilhões e dívida de US$ 6,8 bilhões. O documento foi entregue depois que a Dana deixou de saldar US$ 21 milhões em pagamento de juros e bônus em 1º de março.

A Dana, maior fabricante de eixos para caminhonetes do mundo, segue a Delphi, a Tower Automotive e a Collins & Aikman que desde fevereiro de 2005 vêm pedindo concordata enquanto a GM e a Ford reduzem a produção norte-americana em meio à queda das vendas nos Estados Unidos.

A Ford e a GM são as maiores clientes da Dana, que registrou perda líquida de US$ 1,27 bilhão no terceiro trimestre, o período mais recente para o qual divulgou os resultados. 'A Dana tem tido dificuldade para repassar os custos de produção para a Ford e o argumento definitivo é que suas fornecedoras começaram a exigir pagamentos à vista já na semana passada', disse Sean Egan, diretor-gerente da Egan-Jones Ratings, da Haverford, Pensilvânia.

A empresa informou que todas suas fábricas continuarão em operação e que seguirá em frente com os planos para fechar fábricas, vender unidades e cortar custos. O caso da concordata da Dana foi designado para o juiz Robert Gerber, em Nova York. 'A Ford está trabalhando de perto com a Dana para garantir a continuidade da remessa de peças para as fábricas da Ford', disse Paul Wood, porta-voz da montadora. A Ford, maior cliente da fornecedora, responde por 24% da receita da Dana.

A Dana fechou fábricas e eliminou empregos no ano passado em conseqüência do aumento dos custos de matérias-primas, problemas de distribuição interna e da queda da demanda procedente da Ford. A companhia iniciou suas operações em 1904, quando Clarence Spicer começou a comercializar um encaixe universal e eixo de transmissão para automóveis.

A especulação em torno do pedido de concordata da Dana começou já em 17 de fevereiro, quando a empresa relatou perda no terceiro trimestre de US$ 1,27 bilhão em função das despesas com impostos, de uma depreciação, de problemas com remessas e do aumento dos preços do aço.

Pouco mais de um mês depois, o principal executivo, Michael Burns, disse que iria atrasar o pagamento do dividendo do primeiro trimestre de 1 centavo até poder revisar os resultados do quarto trimestre.

Em 24 de fevereiro, o Wall Street Journal divulgou que a Dana havia contratado a Miller Buckfire, de Nova York, uma consultora de concordatas. Em resposta, a Moody's Investors Service e a Standard & Poor's revisaram para baixo a classificação de crédito da Dana.

Atuação no Brasil
No Brasil, a companhia opera cinco fábricas- Sorocaba (SP), Gravataí (RS), Diadema (ABC paulista), Osasco (SP), Campo Largo (PR)- e fornece soluções para motor, chassis, transmissão e estruturas. Os maiores clientes da Dana no País também são a subsidiárias da americana General Motors e Ford Motor.

Já na América do Sul, a indústria de autopeças, além do Brasil, opera também na Argentina e Uruguai- produzindo soluções para motores, chassis, transmissão e estruturas automotivas.

Fonte: Gazeta Mercantil

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