QUI, 01 de abr / 2010

Delphi aposta em desenvolvimento e expansão no país

Uma das maiores fabricantes mundiais de autopeças e recém-saída da concordata que durou quase quatro anos, a americana Delphi planeja retomar os investimentos no Brasil, diante das perspectivas positivas para o setor automobilística nacional. Neste ano, a operação local deverá receber US$ 40 milhões, acima da média aplicada anualmente para a manutenção dos negócios, de US$ 30 milhões. A cifra, porém, ficará abaixo dos US$ 60 milhões aportados em 2008, o melhor ano para o setor automotivo local. "Acabamos de inaugurar uma fábrica e estamos ampliando a produção em outra.

E vamos implantar novas unidades nos próximos anos", afirmou o presidente da Delphi para a América do Sul, Gábor Déak.

A aposta no país não tem foco exclusivamente comercial. Para a empresa, que nos Estados Unidos encolheu drasticamente após a longa concordata, o Brasil também representa importante polo de desenvolvimento tecnológico, com destaque para a área de sistemas para motores flex. "Não vemos no Brasil iniciativas para levar a tecnologia flex para outros mercados, mas pode haver aí uma grande oportunidade", afirmou o diretor mundial de tecnologia da companhia, Andrew Brown, em visita a São Paulo.

Para o executivo, a indústria nacional deve explorar "mais e mais" sua vocação para o desenvolvimento de veículos pequenos e econômicos - nicho que apresenta o maior potencial de crescimento, em sua avaliação. "Cada mercado deve saber em qual segmento vai competir", avaliou. Para Brown, na China, por exemplo, a principal competência está na ponta oposta à do país, no mercado de carros maiores e com maior aparato tecnológico. "Preço dos combustíveis, regulamentação e viabilidade financeira da tecnologia definem o perfil de cada mercado."

De volta à estratégia comercial, a Delphi inaugurou em fevereiro uma nova unidade de produção de chicotes elétricos (sistemas de transmissão elétrica e de dados) em Conceição dos Ouros (MG). "Nos próximos anos, teremos mais fábricas", afirmou Gábor Déak. Além disso, se prepara para ampliar a produção de compressores de ar condicionado variáveis (sem o liga e desliga característico dos compressores fixos) na única fábrica da América do Sul destinada a esses sistemas, em Jaguariúna (SP). Segundo Déak, hoje, a demanda por esse tipo de compressor chega a 1,8 milhão de unidades por ano, mas a companhia não tem condições de atender. "Vamos aumentar em 30% ou 40% a capacidade", acrescentou.

Investimentos em expansão e o crescimento da produção e vendas de automóveis no país deverão resultar em alta de 5% a 10% no faturamento da Delphi na América do Sul em 2010, conforme previsão da empresa. No ano passado, as receitas na região totalizaram US$ 1,03 bilhão - Brasil, com 11 fábricas, e Argentina, com uma, responderam por 94% do valor -, praticamente em linha com o verificado em 2008. "O mercado doméstico vai bem, com perspectiva de recorde de produção e vendas de automóveis. Mas as exportações ainda estão comprometidas, porque o Brasil perdeu competitividade com o câmbio", comentou Déak.

Do outro lado da balança, a crescente importação de componentes automotivos, beneficiada pela desvalorização do dólar, preocupa o executivo. Para ele, mais do que as peças fabricadas na China, que representam uma ameaça de "médio prazo", os produtos coreanos são concorrentes "imediatos". "Chama a atenção o aumento do conteúdo importado e isso é preocupante", enfatizou. Apesar desse avanço, a Delphi já anunciou que pretende elevar o índice de nacionalização dos itens produzidos no Brasil, atualmente em torno de 70%.

Fonte: Valor

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