SEX, 26 de fev / 2016

Oficina de Lideranças Sindicais fortalece ação no chão da fábrica, avaliam metalúrgicas

Crédito: CNM/CUT
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O primeiro módulo da oficina de Capacitação de Lideranças Sindicais foi destinado apenas para mulheres

Terminou na tarde desta quinta-feira (25) o primeiro módulo da Oficina de Capacitação de Lideranças Sindicais. A atividade, que começou na terça-feira (23), aconteceu na sede da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em São Bernardo do Campo (SP). A primeira etapa o curso foi direcionada especialmente para as mulheres da direção da CNM/CUT e para o Coletivo Nacional de Mulheres da entidade. 

Segundo a secretária de Mulheres da Confederação, Marli Melo, o processo de formação é essencial para as mulheres ocuparem espaços no movimento sindical e na política. “A oficina ajudou as companheiras a ficaram mais seguras, para que elas sejam protagonistas em diversos ambientes. A oficina resgatou a importância do nosso papel como transformadoras da sociedade”, analisou a dirigente.

Já para a secretária de Formação da CNM/CUT, Michelle Marques, além da capacitação, a ideia do curso é também fazê-las refletir sobre as condições das mulheres nas entidades sindicais. “A troca de experiências fortalece o nosso trabalho como dirigentes. Todas as mulheres que participaram já são militantes do movimento sindical, mas juntas reforçamos nossa luta de descontruir a sociedade machista no ambiente de trabalho. Sofremos um preconceito invisível que precisa ser eliminado do sindicalismo”, disse.

Ministrado pela socióloga e doutora em Educação Maysa Garcia, o curso ainda terá mais dois módulo, que contarão com a participação de toda direção da Confederação. Na segunda etapa, que acontecerá nos dias 4,5 e 6 de abril, serão discutidos temas como a questão de gênero e o racismo no mercado de trabalho.

“A participação dos homens no próximo módulo é importante para que a discussão referente à mulher seja discutida em conjunto. Não podemos continuar fazendo o discurso apenas para nós mesmas. É preciso colocar a pauta de gênero na mesa de negociação e o homem deve assumir como se fosse sua, afinal ele representa a classe trabalhadora”, afirmou a socióloga.

Já o terceiro módulo, previsto para os dias 6 e 7 de julho, vai debater as novas demandas sociais na conciliação entre trabalho e família. Os dois módulos serão abertos a toda direção da CNM/CUT.

Avaliações
“O curso teve um dinâmica diferente e fez com que todas as mulheres participassem ativamente das atividades propostas. Esta formação foi importante para fortalecer o meu diálogo com os trabalhadores na fábrica, além enfrentar as provações que nós, mulheres, enfrentamos no Sindicato e nas empresas”. Joelma Ferreira - Campina Grande (PB).

“O curso trouxe um resgate da importância dos dirigentes sindicais terem contato com a base. As intervenções das mulheres de todo país demonstraram que os diretores não podem perder o contato com os trabalhadores que representam”. Marluce Ribeiro Castelo - Amazonas.

“Esta primeira etapa do curso debateu bastante o papel da mulher na sociedade e não apenas o seu papel como diretora sindical. Conhecemos as origens e dificuldades das companheiras de todo país e de como é importante sermos solidárias, pois temos dificuldades semelhantes. Juntas somos mais fortes para enfrentarmos os desafios do cotidiano”. Fabiana Neto dos Anjos - Espírito Santo.

“Esta formação nos mostrou equívocos que cometemos diariamente. Infelizmente, em alguns momentos nós reproduzimos ações e o discurso de opressão que os homens fazem com a gente. Aprendemos que uma é companheira da outra e juntas podemos transformar a realidade”. Arlete de Oliveira Febbe - Cachoeirinha (RS).

“Levamos na bagagem uma capacitação que melhora nossa atuação no Sindicato e fortalece a relação com os trabalhadores da fábrica. Colocamos em foco durante a oficina o diálogo com a classe trabalhadora, que não pode ser perdido jamais”. Maria Ferreira - Belo Horizonte/Contagem (MG).

(Fonte: Shayane Servilha - Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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