QUA, 13 de jun / 2018

Eletricitários decidem permanecer em greve contra a privatização da Eletrobras

Apesar da decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) de multar as entidades que representam os empregados do setor elétrico se não comprovassem a presença de pelo menos 75% do efetivo nas empresas do Grupo Eletrobras, eletricitários decidiram, em assembleias, manter a mobilização de 72h que teve início a zero hora da última segunda-feira (11). Além disso, categoria mantém pressão no Congresso Nacional para impedir aprovação do PL da privatização.

A maior parte dos trabalhadores e trabalhadoras das unidades regionais das empresas de geração e transmissão da Eletrobras (Furnas, Eletronorte, Chesf e Eletrosul) permanece em greve mas, apesar da adesão maciça à paralisação, foram mantidas a prestação dos serviços essenciais e das unidades de manutenção emergencial, segundo o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE).

“Os consumidores não serão prejudicados e isso não impedirá uma adesão muito grande à mobilização contra a privatização e pela saída do presidente da companhia, Wilson Ferreira Júnior, que trabalha para vender a estatal”, garantiu o engenheiro Felipe Araújo, diretor da Associação dos Empregados de Furnas (Asef).

Encontro com o Presidente da Câmara
Nessa terça-feira (12), representantes do CNE foram recebidos pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e deixaram clara a posição dos trabalhadores contrária à venda da estatal. Já parlamentares da base do governo presentes à reunião querem dar continuidade às votações de matérias importantes para o golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP).

Em busca de entendimentos futuros, Maia e seus pares se comprometeram a apreciar as emendas feitas ao Projeto de Lei (PL) 9463/18, especialmente o substitutivo apresentado pelo deputado Leonardo Quintão (MDB-MG), que propõe a abertura do capital das empresas de geração e transmissão do Grupo Eletrobras. Esse PL visa proporcionar ganhos maiores à União do que o previsto pelo texto atual, mantendo o controle da companhia nas mãos do governo.

Também ficou decidido que serão retiradas do texto do PL 1917/15, que trata da portabilidade da conta de luz, todas as menções ao processo de privatização ou assuntos tangentes. Para isso, os trabalhadores contarão com parlamentares da oposição, que ingressarão com emendas ao Projeto de Lei já com as alterações neste sentido.

Participaram do encontro os deputados federais José Carlos Aleluia (DEM-BA), relator do PL 9463/18, que trata da privatização da estatal elétrica, e Fabio Garcia (DEM-MT), relator do PL 1917/15,  ambas em tramitação na Câmara dos Deputados.

(Fonte: Rosely Rocha, especial para Portal CUT)

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