QUI, 18 de out / 2018

Evangélicos que apoiam Bolsonaro estão sendo enganados, diz pastor

O candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) se reuniu hoje com pastores evangélicos para assumir compromissos e responder questionamentos sobre mentiras publicadas contra ele nas redes sociais por seguidores do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.

“Nós insistimos nisso porque, quando vimos os nossos irmãos mentindo, nós começamos a perceber que eles não apenas estavam contra uma candidatura legítima, mas estavam querendo que a gente tivesse vergonha de ser evangélico”, afirmou o pastor Ariovaldo Ramos, um dos organizadores do encontro. “Os evangélicos trabalham com a verdade. E quando a mentira vem à tona, não representa mais a fé evangélica”, completou.

O pastor criticou a recusa de Bolsonaro em participar de debates e disse que existe uma rede de divulgação de mentiras que está afetando diretamente os evangélicos. “Nós precisamos ajudá-los. Porque eles estão sendo enganados por pastores mal-intencionados e pastores mal informados. Nós temos de dizer para eles que eles têm de votar em alguém que não tem medo de responder perguntas. Não podemos dar o nosso voto para alguém que se esconde. A propaganda eleitoral vira um seriado na TV. Você nunca vê o sujeito, ele não vem pro debate, não se submete a ser pressionado”, afirmou Ramos.

“Era nosso dever trazer o candidato aqui para dialogar diretamente com nossos irmãos, olho no olho. Não queremos um presidente que se sustente pelas mentiras”, disse Ramos.

“Estamos assistindo uma tempestade de calúnias e notícias falsas. Isso não combina com a nossa fé, nem com a nossa maneira de viver. Tínhamos de dar a ele o direito de responder ao nosso povo sobre as questões que estão sendo usadas para difamá-lo, não lhe dando sequer o direito de resposta”, completou.

O pastor Henrique Vieira lembrou que Jesus caminhava com os oprimidos, não com os opressores. “Discípulos de alguém que foi vítima da tortura não podem votar em quem exalta um torturador. Justiça não tem nada a ver com vingança ou violência. Tem a ver com respeito à dignidade humana, à diversidade e compromisso com os mais pobres”, afirmou.

“Estou com essa campanha porque essa campanha defende a família. Defender a família é defender moradia para que as famílias possam viver, é defender salário digno para que as famílias possam comprar alimento para sua casa”, completou.

Em referência às mentiras que ganharam as redes sociais na campanha eleitoral, como a mamadeira com bico de pênis que seria distribuída em creches e a proposta de que crianças devem ser propriedade do Estado, Vieira destacou o que deve ser preocupação de quem segue o Evangelho.

“O que deve escandalizar a igreja é saber que tem crianças que passam fome, que tem casas que não tem acesso a saneamento básico, que a desigualdade social rouba a possibilidade das pessoas descobrirem os seus talentos e aproveitarem suas vidas”, afirmou.

O presbítero Carlos Alberto de Brito destacou que o PT e os demais partidos devem estabelecer um diálogo contínuo com os evangélicos, não apenas no período eleitoral. “Vocês precisam procurar os evangélicos. A direita tem procurado, tem lançado candidatos. E alguns mercadores do evangelho têm demonizado a esquerda, não é de hoje. Quando governo, o PT criou vários programas sociais e nunca questionou a religião de ninguém para se integrar, isso precisa ser dito. Precisamos de um presidente que respeite todas as religiões”, afirmou.

Haddad apresentou aos evangélicos uma carta em que reafirma o compromisso com os mais pobres, com a liberdade religiosa e a liberdade individual. E lembrou que em seu governo na prefeitura de São Paulo houve a regularização de templos evangélicos que não estavam em situação legal nas periferias.

Também ressaltou que nenhum governo do PT apresentou propostas que são frequentemente associadas ao partido em mentiras difundidas nas redes, como o kit gay, legalização do aborto, proibição de culto em locais públicos, escolha de sexo das crianças. E lembrou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já determinou a remoção das redes sociais de ao menos 50 publicações mentirosas contra Haddad, como no caso do kit gay, que nunca existiu.

O candidato do PT foi questionado sobre como seu governo trataria temas polêmicos para os evangélicos, como por exemplo, o casamento homoafetivo. “O Estado tem de reconhecer os direitos civis. Na prestação de serviços, não importa ao Estado a orientação sexual da pessoa, não pode ter cidadão de segunda classe. É diferente da igreja. Ela se estrutura em torno de determinadas crenças e valores. E isso pode ser restrito, é uma questão privada. A igreja católica pode excomungar uma pessoa – expulsão da igreja –, mas ela não vai deixar de ser cidadã do Estado”, explicou Haddad, deixando claro que seu governo jamais obrigaria as igrejas a aceitar qualquer regra civil.

O petista garantiu que o Estado não vai interferir na liberdade das religiões, muito menos atuar para prejudicar ou favorecer qualquer fé sobre outras. Haddad pediu apoio dos pastores para ajudar a combater as mentiras publicadas contra ele nas redes sociais. E lembrou que as pessoas estão sendo enganadas e precisam ser esclarecidas.

“Esses dias meu adversário divulgou que eu pratico incesto. Eu tenho uma filha de 18 anos, ele não tem noção das consequências que isso pode causar? Mas a pessoa que recebe isso acredita porque ela acaba achando impossível alguém ter coragem de inventar uma coisa absurda dessa. Tem louco para tudo”, afirmou.

(Fonte: Rodrigo Gomes, da Rede Brasil Atual)

 

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QUA, 24 de out / 2018

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Maicon Vasconcelos*

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