QUA, 04 de jul / 2018

FEM-CUT/RS: Máquinas Agrícolas intensificam mobilizações da campanha salarial

Crédito: Divulgação
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Durante toda essa semana, os sindicatos de Máquinas Agrícolas filiados à Federação dos Metalúrgicos do Rio Grande do Sul  (FTM-RS) intensificaram a mobilização, fazendo um mutirão nas portas de fábricas de diversas regiões do estado. O motivo é o desrespeito da patronal que ainda não apresentou uma proposta de reajuste salarial e trouxe uma pauta para retirar direitos dos trabalhadores.

A chuva que caiu no começo da semana não foi empecilho para os dirigentes sindicais conversarem com os trabalhadores. Foram realizadas atividades em fábricas de Passo Fundo, Carazinho, Panambi, Marau, Horizontina e Santa Rosa.

O dirigente do Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina, Jorge Ramos, conta que a receptividade dos trabalhadores está muito boa, pois eles sabem que se não houver mobilização na base, a negociação não avançará. “Nas assembleias, estamos relatando as dificuldades para os trabalhadores que estão revoltados com o desrespeito da patronal que nem uma proposta econômica foi capaz de apresentar”.

Ele ressalta que na última quinta-feira (28), os trabalhadores pararam a produção da John Deere por 20 minutos para ouvirem o Sindicato. “Aqui em Horizontina, a empresa irá abrir mais um turno e a produção está em alta, contratando mais trabalhadores. Além disso, a John Deere tem feito inúmeras benfeitorias para o município, não somos contra isso, porém isso mostra que dinheiro não é problema para a empresa. Então, por que não valorizam o trabalhador?”, indagou Ramos.

Fazendo um balanço da semana, o coordenador da mesa de negociação e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santa Rosa, João Roque dos Santos, afirma que a maioria das empresas está numa situação confortável, com produção em alta. “Há poucos casos pontuais de fábricas que apresentam problemas, mas isso não é por causa de alguma crise de mercado”, avalia.

“Os trabalhadores, em todo o estado, estão parando para nos ouvir e compreendem a importância de uma forte mobilização. Deixamos claro que esse é um alerta para as empresas, em busca de algum avanço na negociação. Caso isso não ocorra, iremos parar as fábricas”, garante João Roque.

A próxima reunião de negociação é amanhã (5).

Melhora no cenário: O ano de 2017 foi favorável para a produção de máquinas agrícolas, que apresentou um crescimento de 1,8% em comparação ao ano de 2016, acumulando 54.032 unidades. O cenário favorável continua neste ano, conforme dados Anfavea, de janeiro a abril, o setor apresentou um crescimento de 1,26% em relação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, a liberação dos recursos do Plano Safra, anunciado no dia 6 de junho sinaliza para que melhores resultados ainda este ano.

(Fonte: FTM-RS)
 

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QUA, 24 de out / 2018

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Maicon Vasconcelos*

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