SEG, 21 de jul / 2008

Forte demanda: Votorantim lidera corrida de investimentos

As principais fabricantes de cimento do país entraram em uma verdadeira corrida contra o tempo para conseguir ampliar a produção a fim de acompanhar o compasso do crescimento da demanda. A estratégia principal neste momento tem sido focar nas expansão e modernização das unidades já existentes para ampliar a capacidade de maneira mais rápida. Como uma fábrica integrada de cimento leva pelo menos dois anos para ser erguida, algumas empresas estão até prorrogando o início das obras para colocar o máximo de recursos disponíveis na ampliação ou reativação das linhas atuais - muitas, com fornos antigos, estavam há anos paralisadas. O novo volume pode ir a 86 milhões de toneladas dentro de quatro anos. 

A Votorantim, líder inconteste do setor, com 42%, começou fazendo isso no ano passado. A companhia foi a primeira a perceber que os patamares de consumo estavam mudando e já em agosto de 2007 anunciou um plano de expansão com investimentos de R$ 1,7 bilhão. Com este montante em curso, vai agregar 8 milhões de toneladas à sua capacidade atual de 25 milhões de toneladas por meio, principalmente, da reativação de fornos ou modernização de unidades mais antigas, além, da construção de cinco novas fábricas. 

Há menos de um ano, esse aumento na produção parecia o bastante para atender a demanda. No entanto, o consumo ainda mais aquecido registrado no primeiro semestre fez a companhia repensar seus planos. "A expansão este ano foi maior do que esperávamos, e tivemos que refazer nossos planos", diz Walter Schalka, presidente da Votorantim Cimentos. 

Neste mês, a VC anunciou um novo ciclo de investimentos para ampliar a produção. Vai aplicar mais R$ 1,5 bilhão para adicionar outras 7 milhões de toneladas e deve iniciar 2012 podendo produzir cerca de 40 milhões de toneladas, quase 50% do total estimado para o país naquele ano. "O mercado iniciou um ciclo de expansão maior e precisamos acelerar os investimentos para que o cimento não seja um limitador do crescimento do país", afirmou Schalka. 

A maior parte das outras empresas, que disputam os 58% do mercado que não pertencem à Votorantim, iniciaram sua onda de investimentos apenas este ano. Muitas delas ainda não definiram quanto pretendem fazer, mas já iniciaram o processo de ampliação das unidades existentes. 

A suíça Holcim, dona da quarta posição no ranking brasileiro, disse que planeja investir até R$ 2 bilhões nos próximos três anos, entre expansões de seu parque fabril e e construção de uma nova unidade. Se esses investimentos se concretizarem, a companhia elevará sua capacidade 4 milhões para 7 milhões de toneladas no período. "Temos R$ 430 milhões aprovados pela matriz para expandirmos a produção em nossas fábricas e acreditamos que teremos o sinal verde para investir outros R$ 1,6 bilhão para o aumento que planejamos da capacidade", disse Carlos Eduardo Garrocho, diretor comercial. 

A portuguesa Cimpor, terceira maior produtora do país, segue na mesma toada. A companhia está investindo R$ 400 milhões para ampliar a capacidade dos fornos de três fábricas no Sudeste e no Centro-Oeste e reativando uma linha inteira de produção na Bahia. "Apenas com essas obras vamos ampliar nossa produção de 6 milhões para 8 milhões de toneladas até 2011", afirma João Ghira, diretor comercial da Cimpor. De acordo com ele, duas novas fábricas, com porte mínimo de 650 mil toneladas, estão em estudo e devem ser construídas em alguns anos. 

O grupo Camargo Corrêa, quinto maior fabricante local, está dando prioridade à ampliação e modernização das várias fábricas que opera no país. Vai investir R$ 443 milhões nestas unidades. Ao mesmo tempo, inicia estudos e definição de local para uma nova fábrica no Centro-Oeste, estimada em R$ 260 milhões e capacidade de 1 milhão de toneladas. Com isso, o grupo prevê elevar sua capacidade de produção de 5,5 milhões de toneladas hoje para 9 milhões de toneladas em 2011. "A demanda, nos próximos dois anos, ainda será muito forte", afirmou José Edison de Barros Franco, diretor-executivo responsável pelo negócio cimento na Camargo Corrêa. 

Na semana passada foi a vez da paranaense Itambé entrar na corrida para anunciar investimentos. Informou que fará um novo forno na fábrica de Balsa Nova (PR), para 1,3 milhão de toneladas. Com esse investimento, da ordem de R$ 350 milhões, quase dobra de tamanho, para 2,8 milhões de toneladas. 

Empresas como João Santos, vice-líder do mercado, Lafarge, líder mundial na produção de cimento, Ciplan e CP Cimento ainda não divulgaram seus projetos. 

Além dos grupos tradicionais, há a expectativa de que pelo menos dois novos fabricantes entrem nesse mercado, que amargou dias difíceis entre 2002 e 2005. A siderúrgica CSN, tirando proveito de reservas próprias de calcário e e da produção de escória, sub-produto do aço, planeja fazer até 3 milhões de toneladas, com investimento de US$ 190 milhões. Um braço da família Brennand, que havia saído do setor, constrói nova fábrica em Minas.

Fonte: Valor

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TER, 07 de jul / 2020

O resgate do setor de ferramentaria

Por José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho Coordenador do Segmento Automotivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT)

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