SEG, 11 de dez / 2017

Greve de fome contra reforma da Previdência completa sete dias

Hoje (11), movimento teve mais três adesões, recebendo apoio de entidades de todo o país. CNM/CUT emitiu nota oficial agradecendo a atitude dos militantes como freforço corajoso à luta por direitos.

Crédito: MPA
Greve de fome chega ao 7º dia com mais adesões. Militantes estão na Câmara
Greve de fome chega ao 7º dia com mais adesões. Militantes estão na Câmara dos Deputados

A greve de fome dos trabalhadores rurais iniciada na última terça-feira (5) contra a proposta de reforma da Previdência do governo Temer entra no sétimo dia nesta segunda-feira (11). Além das camponesas Leila Denise, Josi Costa, e de Frei Sérgio Görgen, que fazem parte do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), também aderiu ao jejum na última sexta-feira (9), o bombeiro civil e militante do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) Fábio Tinga, quando os grevistas se installaram na sede da Federação Nacional dos Jornalistas para passar o final de semana. E hoje, ao retornaram para a Câmara dos Deputados, mais três trabalhadoras aderiram à greve de fome: Simoneide de Jesus, do MPA, Rosangela Piovizani e Rosa Jobi, do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC). 

O Movimento afirma que, apesar do discurso oficial do governo Temer de que os trabalhadores rurais não seriam afetados pelas novas regras das aposentadorias, eles serão efetivamente afetados por diversos dispositivos que aparecem em versões do projeto.

Segundo o MPA, além de idade mínima mínima e do tempo de contribuição, a obrigatoriedade de 180 contribuições mensais individuais (ou 15 anos) para alcançar os benefícios alcançaria também os trabalhadores rurais. Já a greve de fome, classificada como "medida extrema" por Frei Görgen, serve para antecipar os efeitos da reforma na mesa da maioria da população.

Apoios
"Neste ambiente de profundas conturbações que o país está vivendo, a partir da realização de modificações na legislação que colocam em risco os direitos do povo, em especial dos mais pobres e vulneráveis, voltamos a afirmar, esta reforma é, com certeza, uma atitude imprudente", diz a Cáritas Brasileira, em nota intitulada Se calarem a voz dos profetas as pedras falarão.

Segundo a entidade da Igreja Católica, a iniciativa dos trabalhadores serve de exemplo "para despertar a consciência da população sobre o desprezo e o autoritarismo daqueles que estão, sem o mínimo de diálogo, passando por cima de direitos consagrados".

"Até o final do ano, o centro da nossa disputa com o capital e os golpistas é a reforma da Previdência", afirmou o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile. Em visita aos camponeses, Stédile afirmou que o que o governo Temer pretende, na verdade, é "privatizar a Previdência".

O presidente da CUT, Vagner Freitas, classificou a greve de fome dos trabalhadores como um "esforço extraordinário, que não será em vão", e prometeu greve geral caso o governo coloque o projeto da reforma da Previdência em votação. "Podem ter certeza que estamos fazendo todos os esforços para que essa reforma não passe. Se botar para votar, o Brasil vai parar, numa greve muito forte."

Em nota oficial, a direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) externou a solidariedade da categoria aos militantes em greve de fome. "Em nome de todos os metalúrgicos e metalúrgicas da CUT do Brasil, a CNM/CUT agradece aos companheiros por sua atitude corajosa, que  amplifica a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras contra o fim da aposentadoria e pelo restabelecimento de seus direitos", assinalou a direção da entidade (leia a nota completa ao final).  

Para a Federação dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande do Sul, a iniciativa dos camponeses é "louvável" e "símbolo da resistência da classe trabalhadora".

"Nós, freis franciscanos que atuamos no Rio Grande do Sul junto aos assentados e acampados, aos camponeses, nas periferias das cidades, junto à juventude, queremos externar nossa solidariedade e apoio a esta atitude profética de nosso confrade Frei Sérgio e das jovens militantes do MPA. E, juntos com todos os homens e mulheres de boa vontade, clamar aos nossos Governantes e Congressitas: ‘respeitem os direitos sagrados dos homens e mulheres que no campo e na cidade geram a riqueza e o alimento do nosso imenso Brasil", dizem os religiosos da Ordem dos Frades Menores da Província São Francisco de Assim (RS), que também manifestaram apoio, dentre outros.

"Queremos agradecer o apoio vindo de todas as forças, de todas as pessoas e organizações que tem se solidarizado com essa greve e contamos com todos vocês para continuar arduamente essa luta contra a Reforma que pode gerar a fome para muitas famílias, também contamos com vocês para engrossar as fileiras e continuarmos na luta por nenhum direito a menos, especialmente agora contra a reforma da Previdência", agradeceu Leila.

Confira a íntegra da Nota Oficial da CNM/CUT:

CNM/CUT apoia militantes do MPA em greve de fome

A Direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT vem a público manifestar seu integral apoio aos militantes do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), do Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) em greve de fome contra a Reforma da Previdência que o governo golpista e seus representantes no Congresso Nacional querem impor à classe trabalhadora brasileira.

“Estamos passando fome agora para evitar que muita gente passe fome por uma vida inteira”, justificaram Josineide Costa, Denise Meurer e Frei Sérgio Görgen, os três primeiros militantes a entrarem em greve de fome no último dia 5.

Em nome de todos os metalúrgicos e metalúrgicas da CUT do Brasil, a CNM/CUT agradece aos companheiros por sua atitude corajosa, que  amplifica a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras contra o fim da aposentadoria e pelo restabelecimento de seus direitos.

A Confederação reafirma ainda sua solidariedade ao MPA e à luta camponesa, com a convicção de que só a unidade dos (as) trabalhadores (as) do campo e da cidade nos fará derrotar os ataques contra nossa classe e à soberania nacional.

Ao mesmo tempo, conclama toda a categoria metalúrgica e suas entidades a pressionarem o (a) deputados (a) e senador (a) de sua região e Estado a votar contra a Reforma da Previdência, deixando bem claro que “se votar, não volta” ao Congresso Nacional.

São Bernardo do Campo (SP), 11 de dezembro de 2017.

Direção da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT
 

(Fonte: Rede Brasil Atual, com informações do MPA e da CNM/CUT)

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