TER, 22 de ago / 2017

Interesse de grupo chinês pela Fiat pode esbarrar em Trump

O interesse da montadora chinesa Great Wall pela Fiat Chrysler acontece em um momento de urgência para a companhia italiana, que busca fechar um acordo com um comprador antes da aposentadoria de seu presidente-executivo, Sergio Marchionne, daqui a dois anos.

Marchionne, que salvou a Fiat praticamente da falência em 2004 e depois foi responsável pela fusão em 2009 com a Chrysler (criando a sétima maior montadora global), defende há bastante tempo que o setor precisa passar por uma consolidação para sobreviver aos enormes investimentos que serão necessários com novas tecnologias como carros elétricos e autônomos.

O fato de os principais acionistas da empresa, a família Elkann, estarem diversificando seus negócios pode ser outro motivo de pressão para a Fiat buscar um interessado.

E, ainda que alguns analistas acreditem que a oferta da Great Wall possa não ser grande o suficiente para levar todas as marcas da Fiat (que vão de Jeep a Maserati), a proposta chinesa pode ser a melhor alternativa, ainda mais depois que negociações com a americana GM e a alemã Volks não deram frutos.

"A China é basicamente a última esperança para Marchionne fechar um negócio", disse um analista que cobre montadoras do país asiático.

Ao mesmo tempo, as montadoras chinesas, que enfrentam um mercado interno cada vez mais competitivo e com possível consolidação, também estão em busca de crescimento internacional.

"Para um comprador chinês, essa pode ser a única chance para disputar com os grandes times", disse Philippe Houchois, analista da consultoria Jefferies. "Não há muitos ativos no mundo global das montadoras com um vendedor disposto."

A Great Wall, sétima maior montadora chinesa, manifestou nesta segunda-feira (21) seu interesse pela Fiat Chrysler, mas, segundo os italianos, ela não entrou em contato.

Qualquer negociação, seja envolvendo só uma das marcas, seja por toda a Fiat, vai enfrentar duas grandes barreiras: política e financeira.

No lado político, a questão passa pela necessidade de o governo de Donald Trump aceitar que uma empresa chinesa assuma a Chrysler, um símbolo americano.

A questão do avanço chinês (segunda maior economia global) tem rachado o governo americano e foi um dos motivos que levaram à saída recente de Steve Bannon, estrategista-chefe da Casa Branca.

Pelo lado financeiro, o valor das duas empresas é similar: as ações da chinesa valem US$ 18 bilhões, e as da Fiat, US$ 17 bilhões – ela tem uma dívida de US$ 4 bilhões.

Um negócio desse tamanho certamente precisaria do aval do governo chinês.

(Fonte: Folha de S. Paulo)

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QUI, 19 de jul / 2018

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