QUI, 07 de dez / 2017

Lula defende direitos das mulheres e diz que a política está em rota de destruição

Se a mulher trabalhar e tiver uma profissão e se o marido encher o saco, ela pode virar as costas e isso não é pouca coisa', disse o ex-presidente em Maricá (RJ).

Crédito: Ricardo Stuckert
Ex-presidente com estudantes
Ex-presidente com estudantes

No terceiro dia do projeto Caravana Lula pelo Brasil, que percorre Espírito Santo e Rio de Janeiro, a agenda do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou ainda na manhã, com uma visita ao Instituto Federal Fluminense (IFF), campus Campos dos Goytacazes, na cidade do noroeste fluminense. De lá, a comitiva seguiu viagem até a cidade de Maricá, no início da Região dos Lagos do Rio.

A caravana segue pelo Rio após passar por Vitória e Cariacica, no Espírito Santo. Amanhã, Lula inicia o dia com um ato no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e parte para a Baixada Fluminense. Faz paradas em Duque de Caxias, Belford Roxo e, finalmente, encerra o quarto dia com outro ato no calçadão da Praça Rui Barbosa, em Nova Iguaçu.

Em Campos dos Goytacazes, o reitor do IFF da cidade, Jefferson Azevedo, que classificou a cidade como "simbólica para a educação no estado". "Temos dois ex-presidentes que iniciaram processos de transformação do Brasil. Um foi o Nilo Peçanha (1909-1910), que iniciou a rede técnica federal, e o outro o presidente Lula, que levou essa rede para o interior do país, alcançando jovens de todas as regiões", disse.

"Foram mudanças. Com os Institutos Federais, a educação ganhou nova estatura. Um jovem chega para fazer o ensino técnico e pode seguir para a graduação e fazer o mestrado, o doutorado e a preparação para professores em uma única instituição. Isso deve ao trato diferenciado da educação como política de desenvolvimento nacional", completou.

Sobre a atual situação dos institutos, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) em 2016, Azevedo mostra preocupação com as políticas de austeridade praticadas pelo presidente Michel Temer (PMDB), em especial, com a Emenda Constitucional 95, conhecida como a PEC do Teto.

"Vivemos uma perspectiva de enfrentamento porque entendemos que a educação não é só para formar profissionais, e sim gente capaz de criar e, para isso, precisamos preparar os jovens (...). Enfrentamos uma concepção que pretende restringir o papel das escolas."

"Fazemos educação profissional tecnológica para jovens transformarem o Brasil. Em toda a administração pública federal estão preocupados em limitar o orçamento. Eu digo que não é a educação que está em risco, é a educação pública, a saúde pública, o que atinge os pobres do país. Precisamos de uma concepção de desenvolvimento para não alijar os cidadãos. Temos que repensar os modelos que estão postos porque temos que avançar", concluiu.

A fala de Lula
Lula visitou a estrutura da escola antes de dizer algumas palavras aos alunos que o aguardavam no local. O ex-presidente lembrou que os governos do PT foram responsáveis pela criação de cinco campi universitários e 23 escolas técnicas. Desde as primeiras 19 escolas técnicas criadas em 1909, foram entregues 140 novas unidades até 2002, data em que Lula assumiu o governo. Em 12 anos no poder, as gestões petistas criaram 500 novas escolas técnicas.

"No meu governo, a educação foi vista como investimento com o retorno mais sagrado. Uma empresa, você empresta dinheiro e ela pode quebrar. Mas educação, a pessoa cresce e a sociedade conquista esse bem para sempre", disse Lula. "Por isso, tenho orgulho de visitar institutos. Se o jovem não tem profissão, você não tem emprego. Se você tem, pelo menos eles ficam com seu currículo. Um cidadão com profissão arruma emprego."

Lula destacou ainda a importância da educação para mulheres e a relação com a violência doméstica. "A mulher ainda precisa mais de educação por conta de sua independência. Uma mulher bem-informada, estudada, ela conquista isso. Sabemos que mulheres pobres muitas vezes apanham do marido porque dependem do prato de feijão. Se a mulher trabalhar e tiver uma profissão, se o marido encher o saco ela pode virar as costas e isso não é pouca coisa, é um valor inestimável porque a violência contra a mulher acontece nas casas."

Maricá
A bela cidade litorânea de Maricá foi o destino de encerramento deste dia da caravana. Ostentando bons indicadores, a cidade possui transporte público gratuito para todos, conhecido como "vermelhinho". Há 16 anos sob gestão petista, o prefeito Fernando Horta, que sucedeu o popular Quá Quá, goza de grande popularidade, assim como Lula.

O ex-presidente falou aos presentes na Praça da Matriz na região central, aonde foi recebido com carinho ao lado da ex-presidenta Dilma Rousseff. "Vocês cidadãos de Maricá recebem bem o presidente Lula que tem tanto carinho e atenção com os problemas desse país."

"Vivemos um momento muito estranho no país. Vocês sabem e fica cada vez mais claro que houve um golpe de estado no Brasil para que conseguissem aplicar retrocessos como a reforma trabalhista", completou.

Lula também criticou Temer e seu partido, o PMDB. "Não tem aprovação de nem um porcento, além de governadores presos, presidente da Câmara preso. A política entrou em um processo de destruição neste país", disse.

(Fonte: Gabriel Valery - Rede Brasil Atual)

Vídeos

Vídeos TVT

Entidades e Empresas

Entidades

Notícias sobre entidades filiadas e parceiras da CNM/CUT:

Empresas

Informações sobre as empresas em que a CNM/CUT constrói uma organização nacional dos trabalhadores:

CNM/CUT por e-mail

Receba informações da CNM/CUT diretamente em seu e-mail:

Enviando...
Email cadastrado com sucesso!

Redes e blogs

Cálculos

Calcule reajustes salariais e o tempo que falta para sua aposentadoria:

Publicações

Folha Metalúrgica - Porto Alegre

Folha Metalúrgica - Porto Alegre - Edição Nº 336
30 de out / 2017

CNM/CUT - Confederação Nacional dos Metalúrgicos
Av. Antártico, 480 - Jardim do Mar - CEP: 09726-150 - São Bernardo do Campo - SP (55) 11 4122-7700 cnmcut@cnmcut.org.br
Av. Antártico, 480 - Jardim do Mar - CEP: 09726-150 - São Bernardo do Campo - SP

Saiba como chegar a CNM/CUT


(55) 11 4122-7700