TER, 19 de dez / 2017

Mercedes prevê alta de 30% na venda de caminhões em 2018

O presidente da Mercedes-Benz do Brasil, Philipp Schiemer, termina o ano feliz de um lado, mas apreensivo por outro. A alegria vem da constatação de que a recuperação das vendas tem se mostrado firme e constante o suficiente para ele prever, para 2018, expansões de 30% no mercado de caminhões e de 15% no de ônibus. A preocupação, por outro lado, surge das dúvidas que envolvem a fábrica de automóveis. Pelas exigências do governo anterior, produzir carros de luxo no país ficou vantajoso. Mas se a regra do jogo mudar, calcula Schiemer, será mais barato voltar a importar.

O setor de transporte garante as comemorações na Mercedes neste fim de ano. Contratos fechados este mês, para venda de ônibus urbanos e rodoviários a grandes empresas e de caminhões para transporte de cana e de grãos melhoraram perspectivas. "Isso confirma um mercado aquecido", diz Schiemer. O executivo conta, ainda, com a redução nos juros, que, diz, leva cerca de seis meses para aparecer no mercado de caminhões.

A expectativa otimista abriu caminho para a Mercedes abrir 85 postos de trabalho em Juiz de Fora (MG), onde funciona a linha de caminhões pesados, e contratar 86 aprendizes em São Bernardo do Campo (SP). O número de novos empregos é ainda insignificante se comparado aos que foram fechados. Desde 2013, a Mercedes eliminou 5 mil postos, número equivalente a mais de 70% do efetivo de hoje (7 mil). Desde 2014, foram 48 programas de demissão voluntária na empresa.

Mas há outras boas notícias. Desde o início do ano, o ritmo de produção subiu de 130 para 160 veículos por dia. Além disso, a demanda no mercado interno e incremento das exportações, que absorvem hoje 40% da produção, levaram à diminuição do período de férias coletivas de 23 dias no fim do ano passado para 16 neste.

Segundo o executivo, se a demanda continuar firme a empresa prorrogará o período de horas extras aos sábados, inicialmente programado para durar de novembro a abril. Também não está fora dos planos a possibilidade de abrir o segundo turno em São Bernardo.

Aumento de 30% nas vendas de caminhões, em 2018, como prevê Schiemer, ajudaria a compensar, em grande parte, a queda de 70% que o setor amargou nos últimos três anos. A indústria tirou proveito do ano recorde, em 2011, quando 173 mil caminhões foram vendidos no país.

Todos os fabricantes concordam, porém, que o volume de seis anos atrás foi anormal, estimulado por crédito fácil e por antecipações de compras para escapar do aumento nos preços que veio, depois, por conta de novas regras de emissões de poluentes. Os que ainda têm veículos de 2011 são justamente os clientes na mira das montadoras. " Uma frota que vai completar sete anos precisa ser renovada", destaca Schiemer.

O executivo estaria mais tranquilo se a reforma da Previdência tivesse saído este ano. "Isso nos daria um pouco mais de segurança. Quanto mais demorar mais doloroso será para o país." Ele aponta a necessidade que o país tem de chegar a um ajuste fiscal como principal motivo de eventual resistência da equipe econômica em conceder, no novo programa para o setor, o Rota 2030, benefícios para fábricas de veículos de luxo, como a que foi inaugurada pela Mercedes em 2016 em Iracemápolis (SP).

A opção de produzir carros no Brasil foi tomada em razão do programa anterior, o Inovar-Auto, que estabeleceu carga tributária adicional, de 30 pontos no IPI, aos que não investissem em produção local de veículos.

Schiemer lembra que a companhia investiu mais de R$ 700 milhões numa operação que hoje emprega mil pessoas e produzirá este ano 7 mil veículos para o mercado local. "A Mercedes nunca foi favorável à limitação à importação. Mas tomamos a decisão de produzir carros aqui para atender a uma imposição do governo", diz.

Schiemer diz que sua posição não é de defender a continuidade da carga tributária extra nos carros, medida que já foi, inclusive, condenada pela Organização Mundial do Comércio. Mas de pedir que o governo considere a ideia de reduzir os custos da produção local. Uma possibilidade, diz, seria diminuir o Imposto de Importação de componentes utilizados na produção desses veículos.

Segundo ele, a fábrica de Iracemápolis ficará "numa situação difícil" porque "produzir aqui vai ficar mais caro do que importar". "Essa equipe econômica encontrou o país em situação de pré-falência e entendo que a equipe da Fazenda tem que equacionar receita e despesa. Mas cada país tem que decidir se quer ter esse tipo de fábrica (de carros de luxo). O que não pode ser é dizer hoje eu quero, amanhã não quero e depois de amanhã vou querer de novo".

(Fonte: Valor Econômico)
 

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