TER, 11 de dez / 2018

Metalúrgicos da CUT debatem estratégias do 'Plano Indústria 10+'

Em reunião, conselho diretivo da CNM/CUT discute diretrizes para fortalecer política industrial nos próximos dez anos.

Crédito: CNM/CUT
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Garantir um processo consistente de inovação e modernização tecnológica, política industrial alinhada com a preservação do meio ambiente, adensamento das cadeias produtivas de valor e emprego de qualidade. Essas são algumas das diretrizes que sintetizam o “Plano Indústria 10+” proposto pelo movimento sindical para orientar o governo nacional na elaboração de uma política industrial nos próximos dez anos. 

O “Plano Indústria 10+” foi tema do primeiro dia da reunião do Conselho Diretivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, que está reunido para a última reunião do ano, em Guarulhos (SP).

Para abordar o tema, foram convidados o presidente do Instituto Trabalho, Indústria e Desenvolvimento (TID-Brasil), Rafael Marques, e a técnica do Dieese Adriana Marcolino.

O programa "Indústria 10+" surgiu a partir das demandas do “Seminário Desafios da Indústria no Brasil e dos Trabalhadores e Trabalhadoras” e da “Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora”, de autoria de centrais sindicais, com um total de 22 propostas, sendo sete delas relacionadas à indústria.

Crédito: CNM/CUT
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Marques (microfone) falou da importância do Plano Indústria 10+ 

“Os passos dados nos próximos 10 anos são decisivos. É neste período que vamos reposicionar o país neste setor, visando o lugar que queremos ocupar daqui a 30 anos”, contou Marques. “A política industrial precisa ser de Estado e não apenas de governo. Não existe um país com indústria forte sem que o Estado aposte fortemente nela”, completou.

“Apesar do contexto político e econômico adverso, os trabalhadores e trabalhadoras devem ter uma posição propositiva sobre o tema, visando desenvolvimento do setor no Brasil e avanço nas relações de trabalho”, disse Adriana.  

Análise de conjuntura
Pela manhã, na análise de conjuntura sindical, Juvândia Moreira Leite, diretora executiva Nacional da CUT e presidenta da Contraf, destacou o papel da comunicação no processo das eleições de 2018. “A comunicação é uma ferramenta estratégica para alcançarmos mentes e corações. Teremos que mudar a forma de nos comunicar com a nossa base para fazer o enfretamento nos próximos anos”, afirmou. 

Crédito: CNM/CUT
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Juvândia (microfone) fez análise de conjuntura sindical no primeiro dia da reunião 


Já Victor Pagani, técnico do Dieese, fez uma análise da conjuntura política brasileira. Para ele, o governo de Jair Bolsonaro indica que será uma radicalização da política neoliberal do governo de Temer. “Este governo irá aprofundara reorganização do sistema produtivo e do Estado. Além disso, o governo irá tentar votar a Reforma da Previdência na tentativa de reduzir os valores do benefício e aumento da contribuição”, afirmou. 

(Fonte: assessoria de imprensa da CNM/CUT)

 

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