QUA, 12 de dez / 2018

Metalúrgicos no Brasil e na Alemanha debatem impactos da 4ª Revolução Industrial

Crédito: Adonis Guerra
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 Da esq. para dir.: Albuquerque, Manuela e Ricardo Tamashiro técnico do Dieese

A 4ª Revolução Industrial e seus impactos no Brasil e na Alemanha foi tema da última mesa do primeiro dia da 5ª Conferência Expressões da Globalização que teve início nesta quarta-feira (12) (leia mais aqui).

A Conferência, que tem como tema “O futuro do trabalho e da Organização dos Trabalhadores na Geopolítica Mundial”,  é uma realização da Fundação Hans Böckler (FHB), organizada pela Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), em parceria com o Instituto Integrar e o IG Metall (Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha).

De acordo com Manuela Maschke, do Departamento do Trabalho e Cogestão da Fundação Hans Böckler, apesar das realidades distintas entre Brasil e Alemanha, o futuro do trabalho são semelhantes e precisa ter debate com movimento sindical. “Este processo de mudança do trabalho precisa ser debatido com os sindicatos, pois são eles que conhecem o funcionamento do chão de fábrica. Os conflitos deste processo de digitalização precisam ser debatidos com todos os atores do mundo do trabalho, por isso, defendemos fóruns de diálogo tripartite (sindicato, governo e empresa) para decidir os rumos desta digitalização do trabalho”, argumentou.

Manuela também apresentou os aspectos dicotômicos que acompanham a quarta revolução. “Temos novas perspectivas de um trabalho mais qualificado. Porém, com a polarização de empregos extremamente bem pagos e outros recebendo pouco por sua mão de obra. Sem contar com a flexibilização de horários e modo de trabalho. Ainda não é uma revolução, mas sim uma evolução”, explicou.

Crédito: Adonis Guerra
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Para o professor e doutor Eduardo da Motta e Albuquerque do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a 4ª Revolução Industrial é uma nova fase do capitalismo global e reposicionamento do trabalho.

“A digitalização dos meios de trabalho traz dois contrapontos: por um lado, pode eliminar postos de trabalho insalubre e ao mesmo tempo retirar diversos postos de trabalho. E apenas a luta irá delimitar o que será do futuro do trabalho em relação as essas novas tecnologias”, afirmou. “Existe um terrorismo ao dizer que o trabalho irá acabar. Revoluções tecnológicas reposicionam o trabalho porque tecnologia é fruto do trabalho, ou seja o trabalho não vai acabar.”

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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