TER, 16 de mar / 2010

Nos planos da Nokia Siemens, Brasil amplia relevância

É a primeira vez que Rajeev Suri da Nokia Siemens Networks vem ao Brasil como executivo-chefe da companhia, desde que assumiu o cargo em setembro do ano passado. Rajeev Suri veio acompanhado por dez membros do "board" da companhia para uma reunião geral que antes só acontecia na Finlândia, sede da Nokia, e na Alemanha. No ano passado foi a vez da Índia e neste ano o Brasil foi o escolhido. Essa preferência mostra a importância que os Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) ganharam no negócio da Nokia Siemens globalmente com a crise econômica mundial, quando os contratos nos Estados Unidos e na Europa minguaram e as vendas da companhia caíram 16%.

Rajeev Suri , em entrevista ao Valor, disse que o Brasil está entre as seis prioridades globais da empresa, ao lado da Rússia, Índia, China, Estados Unidos e Japão. O papel do Brasil pode ser medido em grandes contratos como o da Oi, no ano passado, e o da Nextel, neste ano. Com a Oi a companhia ganhou uma concorrência para gerenciar toda a infraestrutura de rede em um contrato no valor de €1,1 bilhão. Contrato semelhante foi fechado com a Nextel, avaliado em € 600 milhões.

Além dos serviços gerenciados, terceirização de redes e centralização de serviços ao assinante (como faturamento), o foco da companhia em 2010 é fornecer infraestrutura para a banda larga móvel, mercado de maior crescimento no Brasil e no mundo. A companhia também aposta na oferta de redes ópticas que vão permitir as velocidades de até 100 gigabits por segundo (Gbps) da ultrabandalarga, em tecnologia de rádio com o recente lançamento do sistema IP Microwave no Mobile World Congress, em Barcelona, e em equipamentos de "Long Term Evolution" (LTE, na sigla em inglês) que vão equipar as redes de quarta geração.

No Brasil, a companhia conta com 8 mil funcionários e já teve uma fábrica em Curitiba (PR), herdada da Siemens, mas não faz parte da estratégia atual produzir localmente os equipamentos. "Sempre avaliamos oportunidades de fabricação local. No momento, no entanto, a paridade real-euro não está favorável", afirma Suri.

As oportunidades que se abrem para a Nokia Siemens em 2010 no Brasil são inúmeras, segundo o executivo. O leilão de frequências para redes de terceira geração (banda H) vai permitir a entrada de uma nova companhia de telefonia celular, além da chegada das operadoras móveis virtuais, companhias que alugam redes para oferta de serviços.

A receita global da Nokia Siemens em 2009 foi de € 12,6 bilhões, sendo que a América Latina contribuiu com € 1,4 bilhão. No meio do ano passado a empresa perdeu seu lugar como segunda maior provedora de infraestrutura de redes para a chinesa Huawei, mas recuperou o posto no último trimestre, segundo a consultoria DellOro. Hoje sua participação no mercado é de 21%, logo atrás da sueca Ericsson com 35%.

A companhia opera com três linhas de negócios: a unidade Network Solutions é responsável pela infraestrutura de redes das operadoras, a Business Solutions oferece sistemas de software, e a unidade Global Services responde por serviços profissionais, desde o planejamento de redes, até sua gestão. Só para se ter uma ideia, a Nokia Siemens gerencia 72 fornecedores da Oi no Brasil.

Os serviços vêm ganhando peso nos negócios. "No ano passado a receita de serviços cresceu 30%", diz Suri. No segmento de equipamentos, a principal demanda das operadoras é por sistemas para a transmissão de dados móvel. "O desafio das operadoras é elevar a receita média por usuário e diminuir custos de redes o que representa uma enorme oportunidade de negócios para nós", afirma Suri. O executivo reforça que a empresa está preparada para oferecer infraestrutura para as operadoras que terão que enfrentar um crescimento de mais de dez vezes no volume de transmissão de dados nos próximos cinco anos. No ano passado, a companhia fechou oito novos contratos para as redes de quarta geração LTE.

Fonte: Valor

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