SEX, 07 de jul / 2006

Novelis quer vender ativos este ano e ganhar com a alta dos metais

A Novelis pretende vender as suas operações de alumínio primário, mineração de bauxita e geração de energia elétrica no Brasil até o final deste ano, informou o presidente da Novelis na América do Sul, Tadeu Nardocci. O executivo disse que a empresa pretende aproveitar a valorização do alumínio para conseguir um melhor preço.

A cotação do alumínio atingiu US$ 2,497 mil a tonelada ontem na Bolsa de Metais de Londres (LME). Para três meses, o metal é vendido a US$ 2,540 por tonelada. Há um ano (julho de 2005) a cotação era de US$ 1,706 a tonelada, segundo dados da M.Flocke Consult. A Novelis quer vender os ativos para centralizar sua atuação no core business da empresa, o segmento de laminados de alumínio (chapas e folhas), como acontece nos outros 10 países onde atua. 'A venda é para alinhar o Brasil com a estratégia mundial da empresa de se concentrar na área de laminação de alumínio', disse. A idéia da Novelis é de fechar um contrato de longo prazo para o comprador do alumínio primário, matéria-prima para a produção das folhas e chapas.

A Novelis contratou o banco Itaú para quantificar o valor dos ativos de energia, mineração e alumínio primário - fábricas de Ouro Preto (MG) e Aratu (BA). 'O Itaú trabalha no processo de valorização dos ativos e na busca de potenciais interessados', disse. Esse processo consiste em entender quanto os ativos geram de caixa ao longo de um determinado período, o que irá definir o valor do negócio. Antes de anunciar essa venda, a Novelis informava que seus negócios no País somavam R$ 1,6 bilhão. Parte do montante conseguido com a venda será usada para pagar a dívida que herdou na cisão da Alcan, que soma US$ 2,9 bilhões. Deste total, já foram pagos US$ 380 milhões.

Líder em rentabilidade
O presidente da Novelis América do Sul disse que apesar de alguns rumores de mercado sobre o interesse de compradores pela área de laminados, o grupo não venderá. 'Não estamos saindo do mercado brasileiro. Vamos continuar a operar as unidade de laminação, que são operações modernas e na qual somos líderes no Brasil e também na América do Sul', afirmou o executivo.

O presidente da Novelis disse que o fato da Novelis ser líder e ter fábricas modernas atrai o interesse de outras empresas, mesmo que o negócio não esteja a venda.

O analista da PricewaterhouseCoopers, Rogério Rocha, considera normal o interesse dos compradores em tentar comprar o ativo mais vantajoso. 'As vezes a empresa compra o que não tem total rentabilidade pensando no outro ativo que dá uma rentabilidade maior', afirmou. As unidades de laminação da Novelis, em Pindamonhangaba e Santo André, as duas no Estado de São Paulo, são consideradas pelos analistas do setor as mais eficientes da empresa em todo o mundo, com tecnologia de ponta, servindo inclusive hoje modelo para a construção de outras unidades do grupo.
E a Novelis possui uma vantagem estratégica importante para não querer abrir mão desse negócio. A empresa é a única fornecedora nacional de chapas de alumínio para a fabricação de latas de bebidas (cerveja, refrigerante, entre outras). Um mercado que movimenta 10 bilhões de latas por ano.

Consumo em alta
O consumo de latas cresceu 4,8% em 2005 sobre 2004 e 15% de janeiro a abril deste ano ante igual período de 2005. E a tarifa de importação de 12% para as chapas de alumínio inviabiliza as importações, informou o diretor-executivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), Renault de Freitas Castro. Ele considera que a Novelis tem uma condição invejável no mercado de laminação, pois não tem concorrente em um mercado atrativo e crescente.

No primeiro trimestre do ano o consumo doméstico de transformados de alumínio cresceu 7,5%, para 213 mil toneladas. O consumo de chapas subiu 7,6%, sobretudo para a produção de latas para bebidas. O consumo de transformados deverá crescer 7,5% e somar 863 mil toneladas em 2006, prevê a Associação Brasileira do Alumínio (Abal). A Novelis tem capacidade para produzir 300 mil toneladas de chapas e 22 mil toneladas de folhas de alumínio.

Fonte: Gazeta Mercantil

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