SEX, 24 de mar / 2017

Operação Carne Fraca: a quem interessa o espetáculo midiático

Paulo Cayres

A ‘Carne Fraca’ é mais uma operação espalhafatosa da Polícia Federal com divulgação espetaculosa na mídia monopolista nacional e com grande repercussão no Brasil e no mundo.

Coincidentemente, a operação aconteceu no dia em que a Operação Lava Jato completou três anos e que tem como saldo um rastro de destruição de empresas e empregos no país (já são mais de dois milhões de desempregados diretos e indiretos só em função da Operação), além de queda acentuada do PIB e de perdas inestimáveis em conhecimentos tecnológicos acumulados ao longo de muitos anos de desenvolvimento.

A Operação Carne Fraca vem na esteira do estado de exceção que está sendo implantado no Brasil e que o golpe de estado que estamos vivendo aprofundou. Membros de instituições que deveriam agir com o devido cuidado para evitar injustiças e preservar a Democracia agem apenas movidas pelo espetáculo, não se importando com a destruição de reputações, seja de pessoas ou de setores econômicos.

O estardalhaço feito por essa nova operação coloca em risco mais um importante setor econômico do país, o de produção de proteína animal, responsável por parte importante das exportações brasileiras, de U$ 14 bilhões por ano para mais de 150 países.

A consequência imediata é que diversos deles já anunciaram a suspensão temporária das importações de carne do Brasil. O valor das exportações despencou de U$ 65 milhões por dia para U$ 74 mil e o setor já começa a anunciar férias coletivas e demissões.

Esses ações espetaculosas e sem nenhum cuidado servem apenas aos interesses de países e empresas concorrentes do Brasil, que aproveitam para ocupar o espaço de nossas exportações de produtos e serviços no mundo, bem como abrem a possibilidade de que elas ocupem espaços importantes no mercado brasileiro, como ocorreu no recente episódio do convite para 30 empresas internacionais prestarem serviços à Petrobras, ou na concessão de aeroportos em que só empresas de fora foram contempladas.

Ganham também os grandes grupos de mídia, que recebem gordas verbas publicitárias das empresas atingidas na tentativa de reduzir os danos provocados às suas marcas.
Perdem o povo brasileiro e a sua classe trabalhadora, bem como a rede de agricultores familiares integrada ao sistema. São eles que acabam pagando o pato com demissões em massa e incertezas para o futuro.

A Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) reconhece que os (as) trabalhadores (as) do setor são duplamente penalizados (as), muitas vezes com ambientes de trabalho estressantes e difíceis, e agora com a ameaça de demissões.

Por isso, externamos nossa irrestrita solidariedade a todos (as) os trabalhadores (as) do setor da alimentação bem como às milhares de famílias de pequenos agricultores que agora vêem a sua produção ameaçada com prejuízos irrecuperáveis.

* Paulo Cayres é metalúrgico na Ford e presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT)

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