QUI, 26 de set / 2013

PL 4.330 é maior ameaça ao trabalho decente, avaliam sindicalistas

Em seminário promovido pela IndustriALL, metalúrgicos, químicos e têxteis decidiram intensificar ações contra o projeto da terceirização, com atos no dia 7.

Trabalhadores metalúrgicos, químicos e da indústria do vestuário decidiram intensificar a luta contra o projeto de lei 4.330 – que institucionaliza a terceirização indiscriminada – propondo uma série de ações às entidades de base das três categorias. Essas ações foram discutidas nos últimos dias 24 e 25, no seminário Combate ao Trabalho Precário e a Precarização das Condições e Relações de Trabalho, promovido pela IndustriALL Global Union – a entidade mundial que representa as três categorias.

O encontro, que reuniu cerca de 40 dirigentes de 18 sindicatos da CUT e da Força Sindical, aconteceu em Cajamar (SP), reforçou a proposta de aderir à Campanha Mundial de Combate ao Trabalho Precário desenvolvida pela IndustriALL. “O PL 4.330 é hoje a maior ameaça ao trabalho decente. Caso seja aprovado, ele permitirá que a precarização das condições se aprofunde em todos os setores, mesmo naqueles com maior organização”, lembrou Loricardo de Oliveira, secretário de Política Sindical da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), presente no seminário e articulador da campanha entre os metalúrgicos cutistas.

Crédito: Divulgação
No seminário (a partir da esq.), Loricardo, Mauro e Paulo
No seminário (a partir da esq.), os dirigentes da CNM Loricardo, Mauro e Paulo

Loricardo informou que, no seminário, os participantes decidiram orientar os sindicatos para que realizem atos, manifestações, assembleias e paralisações em 7 de outubro,  Dia Mundial de Combate ao Trabalho Precário instituído pela IndustriALL, como forma de dar visibilidade ao tema e à luta por condições dignas e seguras de trabalho.

O secretário destacou ainda que, entre as ações discutidas, foi proposto o levantamento das cláusulas sobre terceirização e condições decentes de trabalho constante das convenções coletivas dos três setores para que, a partir delas, possa ser proposta uma pauta única sobre o tema para as negociações das categorias. “Além disso, o seminário também orientou que as entidades fortaleçam as redes sindicais por empresas, para a produção de diagnósticos sobre precarização nas plantas e também para a construção de pautas específicas para solução dos eventuais problemas”, contou.

Ele disse ainda que outra proposta é a de estimular os sindicatos a criarem estruturas específicas voltadas à saúde e segurança no trabalho, como secretarias ou departamentos, para potencializar a ação sindical sobre o tema em suas bases.

Além de Loricardo, os metalúrgicos da CUT estiveram representados pelos dirigentes Mauro Soares e Paulo Dutra.

(Fonte:  Solange do Espírito Santo – assessoria de imprensa da CNM/CUT)

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