QUI, 21 de set / 2017

Porto Alegre (RS): mobilização dos educadores impede votação do PL 148 na Assembleia Legislativa

Após o ato público estadual, que reuniu milhares de educadores e educadoras em greve, na manhã desta terça-feira (19), no centro de Porto Alegre, a categoria permaneceu mobilizada na Praça da Matriz para pressionar os deputados a votarem contra o PL 148 do governador José Ivo Sartori (PMDB), que impede a cedência de servidores para atuação nos sindicatos.

Mais uma vez, o governo mostrou a fragilidade de sua base aliada. Os deputados recuaram e retiram o quórum logo no primeiro projeto a ser votado, o PLC 147, que altera a carreira da Brigada Militar, o que impediu a votação das demais propostas.

“Vitória da categoria! A nossa força e resistência tem feito o governo recuar. Na próxima terça-feira, dia 26, estaremos aqui de novo. E, no dia 29, após a nossa Assembleia de Mobilização, no Gigantinho, temos o ato unificado com os demais servidores. A cada dia que passa, nós vamos mostrando, que lutar vale a pena. Nós temos muito orgulho de sermos educadores e estamos dando uma grande aula de resistência, de cidadania, de respeito e de dignidade para o Rio Grande do Sul”, afirmou a presidente do CPERS Sindicato, Helenir Aguiar Schürer.

Ato público
Pela segunda vez, em menos de 15 dias, milhares de educadores fizeram um grande ato para reafirmar ao governo Sartori que a greve da categoria continua até que cessem os parcelamentos de seus salários e do 13º. A mobilização, iniciada no dia 5 de agosto, cresce a cada dia. Em todo o Estado, a adesão à greve já chega a mais de 70%.

Professores e funcionários de escola de diversas regiões do Estado concentraram-se, às 7h30, em frente à sede do CPERS. Do local, saíram em caminhada pelas ruas da capital gaúcha, alertando à população sobre os motivos que levaram os educadores a decretarem a greve.

Em frente a Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), os educadores pararam o trânsito por 21 minutos, em alusão às 21 vezes que o governo Sartori parcelou os salários mensais dos servidores. As portas da Sefaz estavam bloqueadas pelo Batalhão de Operações Especiais (BOE).

Na calçada, foram colados adesivos que destacavam as saídas apontadas pelo CPERS e pelo Movimento Unificado dos Servidores Públicos (MUS) para a crise do Estado: o combate à sonegação (R$ 7 billhões ao ano), à isenção fiscal (R$ 9 bilhões ao ano) e a cobrança dos R$ 48 bilhões que a União deve ao Estado, referente à Lei Kandir.

“Nossa greve não é pela integralização dos nossos salários. Estamos em greve para que o governo encerre os parcelamentos, para que cumpra com o que prevê o artigo 35 da Constituição, que diz que os salários dos servidores devem ser pagos, integralmente, até o último dia do mês trabalhado e o 13º até 20 de dezembro”, disse Helenir.

“O secretário da Fazenda, Giovani Feltes, não conhece a Constituição? A primeira coisa que deve ser paga não são os fornecedores, mas sim o salário dos servidores. Não vamos mais aceitar o parcelamento. Se o governo continuar com os parcelamentos, está colocando em risco o fim do ano letivo. Nós não vamos voltar, se o parcelamento não encerrar”, afirmou a presidente do CPERS.

Na próxima sexta-feira, dia 29, será realizada a Assembleia de Mobilização do CPERS, no Gigantinho. Simultaneamente, ocorrerão as assembleias das demais categorias dos servidores que integram o MUS. Um grande ato unificado será realizado após as assembleias, com concentração no Largo Glênio Peres.

(Fonte: CPERS)

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