SEX, 25 de jul / 2014

Reino Unido acusa a Alstom de corrupção

Uma subsidiária britânica da Alstom, grupo industrial francês que aceitou € 12,35 bilhões para vender sua unidade de energia à General Electric (GE) em junho, foi acusada de corrupção pelo Departamento Antifraudes do governo do Reino Unido (SFO, na sigla em inglês).

O principal órgão britânico de combate à corrupção informou, em breve comunicado ontem, que acusa a Alstom Network UK de três alegações de corrupção e três de conspiração para corromper, relacionadas a "grandes projetos de transporte" na Tunísia, Polônia e Índia.

A primeira audiência do caso se dará na corte de magistrados de Londres, em 9 de setembro. As acusações são a culminação de uma investigação de quatro anos, que havia sido suspensa temporariamente quando dois ex-suspeitos contestaram o SFO.

A corte foi informada que o SFO preparava um caso ligado à Alstom Network UK, que segundo o departamento era usada como "célula" para canalizar subornos a agentes da empresa pelo mundo.

A Alstom rebateu argumentando que, embora usasse a unidade para pagar seus agentes, esses pagamentos foram legítimos e essa era uma forma de centralizá-los e controlá-los, segundo fontes a par da situação haviam informado ao "Financial Times" anteriormente.

A investigação do SFO é apenas uma entre as várias enfrentadas pelo grupo no mundo, sendo a mais premente a do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em que duas pessoas já admitiram ser culpadas.

Investigadores indianos foram alertados pelo SFO, em fevereiro, sobre acusações para determinar se a empresa pagou 3 milhões em libras esterlinas (US$ 5,12 milhões) em subornos para garantir um contrato do metrô de Nova Déli, segundo notícias na imprensa indiana.

O fato de as acusações do SFO estarem relacionadas apenas a atividades de transporte no Reino Unido significa que a General Electric - que está comprando apenas a unidade de energia - não estaria sujeita a qualquer multa eventual se o grupo for considerado culpado.

O Departamento de Justiça dos EUA concentrou-se em investigar se a Alstom, cuja sede fica em Paris, ou seus executivos subornaram autoridades na Indonésia para ganhar contratos de energia.

O Reino Unido reformulou suas sanções penais para empresas neste ano, aproximando-se dos EUA, que já aplicaram multas de centenas de milhões de dólares com sua lei de Práticas de Corrupção no Exterior. Pelas novas diretrizes, empresas corruptas podem ser multadas em até 400% de seus lucros considerados ilícitos.

Ainda assim, qualquer multa do Reino Unido sobre a empresa, caso seja considerada culpada das acusações do SFO, seria pequena em comparação à dos EUA, mesmo sob o novo regime.

A Alstom não indicou se vai contestar as acusações ou admitir a culpa.

(Fonte: Valor Econômico) 

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