QUA, 29 de abr / 2009

Robert Bosch prepara nova onda de demissões no Brasil

A notícia veio através do presidente mundial da empresa, Franz Fehrenbach que informou a agência Automotive News, no último dia 24, que até aqui a Robert Bosch demitiu 3 mil de seus 282 mil empregados em todo o mundo, mas que "este número de demissões crescerá de maneira considerável". No Brasil isso já está acontecendo. Desde o início do ano, segundo fontes do setor, pelo menos 300 dos atuais 4 mil empregados da fábrica de Curitiba foram demitidos por intermédio de acordos informais. Trata-se de empregados aposentados que foram chamados a prestar serviços para a empresa na época do "boom" automotivo do ano passado e também empregados com interesse em sair, numa espécie de PDV informal.

A unidade da capital paranaense é problemática porque fornece sistemas a diesel e exporta muito e somente as vendas destinadas aos Estados Unidos caíram 40%. No total, a queda das exportações chegou a 50%. Nela os ajustes começaram no ano passado, quando foram demitidos 800 funcionários. Com as demissões do primeiro trimestre de 2009, portanto, as demissões já somam a 1.100 empregados na que é a maior metalúrgica do Paraná. Em temos mundiais, a empresa projeta um dos mais difíceis anos de sua história. Em 2008 o lucro líquido caiu para ? 372 milhões frente aos ? 2,8 bilhões do ano anterior.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a empresa demitiu 250 funcionários em dezembro passado e também não conseguiu aprovar o plano de redução de jornada e de salário. Na unidade de Campinas, São Paulo, por sua vez, foram demitidos 726 funcionários de setembro a março e, de igual maneira, não houve negociações sobre salário e horas trabalhadas. Lá a produção da empresa foi reduzida em quase 40% nos últimos meses, por conta da retração no consumo global.

Houve também redução nos investimentos. A Bosch tinha se programado para desenvolver projetos de novos produtos neste ano num montante de R$ 80 milhões, mas reduziu a previsão para R$ 60 milhões por conta da queda na participação na sua receita das exportações que eram de mais de 40% e atualmente estão em 32%.

Em comunicado distribuído por sua assessoria a Bosch confirmou as dificuldades e as demissões: "Como alternativas para minimizar os impactos deste cenário de mercado, a empresa adotou prontamente medidas tais como a redução dos investimentos em algumas áreas, a suspensão temporária de novas contratações, adequação dos turnos de produção, concessão de férias regulares e coletivas, maior atenção à restrição de gastos em geral, entre outros. Entretanto, ainda assim foi necessário ajuste no quadro de colaboradores", informou a empresa.

A Bosch reconheceu que Curitiba é a maior fonte de problemas. "Em decorrência da acentuada queda da demanda no mercado da indústria automobilística, a unidade da Robert Bosch instalada em Curitiba vem registrando, desde o último trimestre de 2008, redução significativa nos volumes de produção, principalmente para exportação", diz o comunicado. E finaliza explicando que "a empresa entende que, neste momento, não é possível ainda fazer previsões sobre o fim das oscilações econômicas e a retomada do crescimento".

Fonte: Gazeta Mercantil

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