SEG, 14 de nov / 2005

Robótica torna as fábricas cada vez mais futuristas

Com recursos da informática, os ganhos em produtividade são fantásticos.

O início da linha de montagem na indústria automobilística tem lances de técnica e alguma coisa de fantasia. Foi essa mudança aparentemente singela que revolucionou a fabricação de automóveis. Ela permitiu colocar a América sobre rodas, quando Henry Ford diminuiu o preço de seu Modelo T de US$ 825,00 em 1908, para US$ 265,00, ao parar em 1927. As lendas divulgam que a sua inspiração teria acontecido em visita a um abatedouro de bois. Há uma versão mais cândida, apontando para uma fábrica de carne enlatada.

Na realidade, foi um engenheiro da fábrica de Highland Park, em Detroit, EUA que modificou o sistema de produção do magneto do volante do motor. No dia 7 de outubro de 1913, a técnica de levar a tarefa ao operário em lugar do então tradicional método inverso, foi testada de modo rudimentar na linha final do veículo. O chassi se movia, arrastado por uma corda e um sarilho, enquanto uma fileira de homens agregava os componentes. Deu certo. O tempo para montar o carro caiu de 12 horas e 30 minutos para 5 horas e 50 minutos.

Daqueles tempos heróicos às plataformas industriais modernas com todos os recursos da informática (IT), os ganhos em produtividade são fantásticos. A linha de montagem, hoje, é parte integrante de um capítulo mais amplo e importante que atende pelo nome de manufatura, um conjunto de ações que vai muito além do chão de fábrica. E a própria linha apresenta grandes complexidades em diferentes níveis de automatização.

Uma das empresas que mais tem pesquisado no campo de adequação e escolha das melhores soluções é a Asea Brown Boveri (ABB), uma transnacional sueco-suíça de 122 anos de atuação, instalada em 100 países e com 102 mil funcionários no mundo. No Brasil desde 1912, também está presente com seus conceitos mais modernos e todos os itens de automação, instrumentação, produtos de baixa, média e alta tensão e robôs.

Para Ronaldo Venite, diretor de robótica da ABB, a plataforma industrial IT permite integração total de máquinas e equipamentos diversos. 'Os nossos produtos podem transmitir dados em tempo real e trocar informações entre si. A plataforma é eficiente mesmo com componentes de outras empresas que façam parte do conjunto. Fornecemos para fábricas de veículos e de autopeças. Além dos robôs, oferecemos soluções em linhas de montagem e processos automatizados para solda, grafagem, manuseio, paletização e empacotamento, entre outros.'

Sem revelar o faturamento anual da divisão de robótica do grupo, Venite aponta a Ford, com mais de 500 robôs em vários aplicações (solda, colagem, manuseio e transferência), como o principal cliente, seguida pela GM e Volkswagen, além de grandes empresas de autopeças. 'Nossa participação é de 50% no parque brasileiro de robôs, que não passa de 5.500 unidades. Linhas convencionais sem automação também operam em outras três instalações automobilísticas e estamos executando agora um projeto para a Renault', acrescenta.

A Fanuc Robotics, do Grupo Fujitsu (décimo maior do Japão), é uma companhia bem mais jovem, fundada em 1956. O crescimento foi fulminante, pois lidera o setor de automação no mundo e conquistou quase 50% do mercado americano. Apresentou seu primeiro robô em 1972 e hoje possui 77 escritórios em 28 países. A produção é toda japonesa - parque mundial de 120 mil unidades -, à exceção dos robôs de pintura, fabricados nos EUA. No País desde 1992, começou como ramificação da General Electric e ganhou vida própria em 1998. Respondendo por toda a operação na América do Sul para sistemas automatizados, incluindo peças e serviços na área de robótica e controle numérico computadorizado, a filial brasileira oferece 175 modelos e variações de robôs. (Fernando Calmon)

Fonte: Gazeta Mercantil

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Maicon Vasconcelos*

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