TER, 14 de ago / 2018

Sindicalistas americanos prestam solidariedade e defendem justiça para Lula

Dias antes do prazo final para o registro das candidaturas às eleições para Presidência da República deste ano, que se encerra nesta quarta-feira (15), trabalhadores e trabalhadoras de diversos países se solidarizaram ao ex-presidente Lula, mantido como preso político em Curitiba desde o dia 7 de abril.

Além dos atos organizados pela classe trabalhadora, nesta segunda-feira (13), em dezenas de cidades espalhadas pelo mundo, em defesa da liberdade de Lula e pela garantia do seu direito a ser candidato nas eleições de outubro, uma delegação de sindicalistas americanos está no Brasil para fortalecer a luta internacional em apoio ao ex-presidente.

“Estou aqui e não estou sozinho. Venho representando mais de 12,5 milhões de trabalhadores, porque aprovamos em nossa resolução que somos a favor da democracia e da liberdade de Lula”, disse Tefere Gebre , vice-presidente da maior central sindical dos Estados Unidos, a Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais (AFL-CIO).

“Sou africano e conheço e respeito o trabalho em defesa da igualdade racial que o presidente Lula fez no Brasil e no mundo. Não podemos deixar que essa farsa judicial estrague a imagem de Lula”, ressaltou.

Para Tefere, Lula é inspiração porque mostrou para o mundo que é possível colocar os pobres e os oprimidos no orçamento do País e criar leis e condições dignas aos trabalhadores e trabalhadoras que antes não eram reconhecidos e não tinham direitos garantidos, como é o caso da PEC das Domésticas.

O vice-presidente da União dos Comerciários e Trabalhadores da Indústria Alimentícia dos Estados Unidos (UFCW), Stuart Appelbaum, também acredita que os governos Lula e Dilma mostraram ao mundo que um novo modelo de governo, com inclusão social e distribuição de renda, é possível.

“O modo de governar de Lula dignificou as pessoas e tenho certeza que este modelo pode sobreviver. Sabemos dos ataques ao Sindicato e à negociação coletiva e sabemos que para defender os direitos todos nós somos Lula”, afirmou.

Representando mais de 1,2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras da indústria, saúde, serviços, entre outras categorias dos Estados Unidos, Canadá e Caribe, a Carolyn Kazdin, assessora especial da United Steelworkers (USW), disse que teve o privilégio de estar no Brasil por 11 anos trabalhando com o movimento sindical e viu o progresso que o País viveu durante os governos de Lula e Dilma. Segundo ela, as pessoas passaram a acreditar no Brasil e tinham o orgulho de serem brasileiros.

“O retrocesso com o golpe no Brasil e a prisão de Lula são situações incompreensíveis. Lula criou mais de 20 milhões de emprego com carteira assinada e tirou mais de 40 milhões de pessoas da miséria. Esse modelo de governo deu voz ao povo e hoje mais do que nunca o povo precisa de mais voz.”

Importância da visita ao Brasil

Para o secretário-adjunto de Relações Internacionais da CUT, Ariovaldo de Camargo, a visita da delegação dos Estados Unidos ao Brasil é importante para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo, no atual momento em que o governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) ataca cotidianamente os direitos sociais e trabalhistas dos brasileiros.

“É um fundamental esse gesto de solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiras que estão passando por retrocessos lamentáveis, como o fim dos direitos trabalhistas, aumento do desemprego, arrocho salarial e a volta da fome e da miséria.”

O diretor Executivo da CUT, Júlio Turra, também ressaltou a importância da solidariedade internacional nesse momento de retrocessos.

“Estamos vivendo um ataque aos direitos e a nossa soberania. Este governo golpista além de querer deixar os trabalhadores e trabalhadoras sem direitos querem vender toda a nossa riqueza. Se eles continuarem no poder vão entregar nosso petróleo, nossa água, nossa energia A solidariedade internacional é fundamental para sairmos deste momento de retrocessos.”

Fazem parte também da delegação presente ao Brasil Rafael Guerra, organizador sindical e representante do Sindicato Norte Americano UAW (United Auto Workers); Stanley Gacek, advogado trabalhista norte-americano e conselheiro responsável pelas Estratégias Globais da UFCW ; HeeWon Brindle-Khum, diretora de Pesquisas e Estratégias Globais no Sindicato de Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos (RWDSU); e Jana Silverman, diretora de Programas para o Brasil e Paraguai e vice-presidenta do Solidarity Center Field Staff Association (afiliada ao Washington-Baltimore Newspaper Guild-CWA).

(Fonte: Érica Aragão, CUT)

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