QUA, 23 de jan / 2019

Taubaté (SP): trabalhadores na Ford entram em greve contra demissões

Paralisação começou nesta terça-feira (22) após demissão arbitrária de 12 funcionários. Greve segue por tempo indeterminado.

Crédito: Sindmetau
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O Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté está na luta pelo emprego na Ford. A greve foi iniciada após a demissão arbitrária de 12 funcionários na segunda-feira (21). Dirigentes sindicais e trabalhadores se mobilizaram na porta da montadora nesta terça-feira (22).

Apenas funcionários de setores essenciais foram liberados para entrar na fábrica. A produção está paralisada e a greve segue por tempo indeterminado. As negociações pela manutenção dos empregos começaram em setembro do ano passado, quando a Ford alegou ter um excedente de 350 trabalhadores em Taubaté.

Um PDV (Programa de Demissão Voluntária) foi aberto em novembro, com adesão de 128 trabalhadores. Os integrantes do CSE (Comitê Sindical de Empresa) negociavam outras medidas para administrar o excedente, quando foram surpreendidos pela demissão de 12 trabalhadores no início desta semana.

“Não restava outra alternativa para nós trabalhadores. Foi deliberado em assembleia a paralisação por conta da demissão de qualquer pessoa que não fosse através do PDV”, explica o coordenador do CSE da Ford, Sinvaldo Cruz.

O coordenador lembra que o Sindicato apresentou outras alternativas para equilibrar o excedente de mão de obra alegado pela empresa. Entre elas, a adoção de um novo PDV, a redução da jornada e a LR (licença remunerada). “São alternativas viáveis no sentido de buscar a preservação dos postos de trabalho”, afirma Sinvaldo.

Alessandro Lopes da Silva, também integrante do CSE da Ford, lembra que as demissões na Ford podem provocar reflexos na cidade. “É um negócio que dá um baque na economia da cidade. Você acaba gerando demissões em outros setores que dependem das pessoas que trabalham na indústria”, aponta.

O coordenador do CSE explica que o Sindicato segue aberto à negociação com a empresa. “Estamos disponíveis para dialogar com a empresa e buscar uma alternativa que não passe por um conflito maior. O Sindicato está aberto ao diálogo, para que a gente possa rever essas demissões que ocorreram na segunda-feira”, afirma Sinvaldo.

A Ford conta com cerca de 1300 funcionários na fábrica de Taubaté.

(Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté) 

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