TER, 07 de nov / 2017

Trabalhadores cobram transparência em negociação de tratado entre Mercosul e União Europeia

Crédito: Divulgação
Cayres (esq.) e Ariovaldo na reunião do Fórum Consultivo
Cayres (esq.) e Ariovaldo na reunião do Fórum Consultivo

O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), Paulo Cayres, participou nestas segunda e terça-feira (6 e 7) da 64ª Plenária do Fórum Consultivo Econômico-Social do Mercosul (FCES), que teve como debate principal a negociação para o estabelecimento de acordo de livre comércio entre o bloco sul-americano e a União Europeia (UE). O encontro teve a participação dos negociadores dos dois blocos econômicos.

O evento aconteceu em Brasília e a CUT foi representada por Ariovaldo de Camargo, secretário-adjunto de Relações Internacionais. De acordo com Paulo Cayres, os representantes dos trabalhadores dos quatro países integrantes do Mercosul (Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina) protestaram contra a falta de transparência no processo de negociação do acordo com a UE.

“Reiteramos nossa posição de que nenhum acordo desrespeite direitos dos trabalhadores e lembramos que esta negociação entre Mercosul e União Europeia teve início há quase 20 anos, ficou congelada praticamente durante todo esse período e agora querem aprovar o tratado de livre comércio a toque de caixa, sem consultar os trabalhadores e empresários dos quatro países”, relatou o presidente da CNM/CUT.

A bancada brasileira de trabalhadores no FCES é composta por representantes da CUT, Força Sindical e UGT e, segundo o secretário cutista, todos eles protestaram contra a forma com que a negociação do tratado está sendo conduzida, assim como as bancadas de trabalhadores dos outros três países do Mercosul e da comunidade europeia.

“Lembramos aos negociadores que a pressa em conduzir o tratado não tem sentido, porque não há transparência no debate e que antes de qualquer proposta ser encaminhada, ela precisa ser apreciada por todos os envolvidos e que o Fórum Consultivo é o órgão para isso, já que é tripartite”, informou Ariovaldo.

Paulo Cayres e Camargo afirmaram ainda que as bancadas dos trabalhadores vão pressionar os parlamentos dos quatro países a não endossarem o acordo, caso os negociadores não ouçam todas as partes envolvidas. “Um acordo de livre comércio que não respeite o meio ambiente, os direitos trabalhistas e a sociedade de cada nação certamente trará prejuízos”, disse o secretário da CUT. “Não se pode colocar em risco os empregos, os direitos dos trabalhadores e os parques industriais dos países. Por isso, exigimos total transparência no processo”, enfatizou Cayres.

O encontro entre os negociadores dos dois blocos segue até sexta-feira (10) e, segundo os dois sindicalistas, houve o compromisso de informar o Fórum Consultivo sobre o andamento das negociações.

O FCES do Mercosul foi criado em 1996, com representantes dos governos, empresários e trabalhadores, justamente com o objetivo de se garantir o respeito aos direitos trabalhistas, sociais e econômicos de cada país.

(Fonte: Assessoria de Imprensa da CNM/CUT)

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