SEX, 02 de mai / 2014

Trabalhadores na Alstom fazem protesto contra deslocamento de fábrica da Alemanha

Metalúrgicos alemães continuam mobilizados para pressionar a Alstom a manter fábrica naquele país. Na última terça-feira (29), os trabalhadores na unidade da Alstom em Mannheim realizaram uma marcha contra o possível deslocamento da fábrica para Chattanooga, nos Estados Unidos. A multinacional francesa,  líder mundial nos mercados de transporte ferroviário, geração e transmissão de energia, está em crise desde 2003 e, recentemente, vieram à tona negociações de venda para a americana GE (General Electric) e alemã Siemens. O ato reuniu duas mil pessoas nas ruas próximas à fábrica, que realiza a produção das peças de turbinas. 

Crédito: Divulgação
Trabalhadores realizaram protesto em frente a fábrica
Trabalhadores realizaram protesto em frente a Alstom de Mannheim


A pedido dos ex-dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha (IG Metall) Angela Hidding e Frits Hofmann, o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT, Paulo Cayres, e o secretário-geral e de relações internacionais, João Cayres, enviaram uma carta em solidariedade aos trabalhadores na planta de Manheim. “Sabemos que esta mudança coloca diretamente em perigo o emprego de 450 metalúrgicos e metalúrgicas na Alemanha. Por isso, neste momento de luta dos trabalhadores, da Comissão de Fábrica e do IG Metall, deixamos nosso compromisso de informar aos nossos filiados sobre a luta”, disse João Cayres.

Crédito: Divulgação
Ex- dirigentes da
Ex-dirigentes leram carta de solidariedade da CNM aos trabalhadores alemães

Para o secretário, a luta em defesa dos trabalhadores não deve ser feita apenas no âmbito nacional, mas também internacional. “A unidade da classe trabalhadora faz a diferença”, comentou.

A Alstom é francesa e o governo daquele país, dizendo que considera essencial evitar o desemprego e a desindustrialização, informou que pretende apresentar ofertas alternativas às propostas das empresas GE e Siemens. O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, afirmou em discurso de apresentação do programa de estabilidade, na Assembleia Nacional, que o Estado deve agir a favor da empresa. “A venda da Alstom é algo do interesse estratégico nacional", disse.

A multinacional possui 93 mil trabalhadores no mundo. No Brasil, a Alstom teve o nome associado a investigações de corrupção em licitações do Metrô e da CPTM e sobre o pagamento de propina para fornecer equipamentos de energia em São Paulo.

(Fonte: Shayane Servilha - assessoria de imprensa da CNM/CUT)

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