TER, 10 de abr / 2018

Vagner Freitas convoca sindicalistas a defender #LulaLivre em suas bases

Para presidente da CUT, defender Lula é defender os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras que veem sendo atacados desde 2016.

Em visita ao acampamento Vigília Democrática por Lula Livre na manhã desta terça-feira (10) em Curitiba, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, disse que “a melhor resistência a essa prisão arbitrária” é organizar os trabalhadores e as trabalhadoras do Brasil para defender a liberdade de Lula e, consequentemente, o fim dos ataques aos direitos sociais e trabalhistas. Livre e com a garantia de ser candidato a presidente, Lula é a esperança que a classe trabalhadora tem de barrar os retrocessos, disse o dirigente. 

“Só com Lula livre e candidato é que poderemos barrar a reforma da Previdência e fazer um referendo revogatório para abolir essa nova lei trabalhista que foi pensada para beneficiar os patrões. Só com Lula livre acabaremos com o desemprego de mais de 13 milhões de trabalhadores e trabalhadoras e, só com a libertação de Lula, conseguiremos impedir que os sindicatos sejam cassados”, enfatizou o dirigente.

Ele citou em seu discurso à militância que está acampada em apoio da Lula nos arredores da sede da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, ataques aos direitos promovidos pelo golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP), desde o golpe de 2016, como o sucateamento da educação por meio da Emenda Constitucional 95 que prevê o congelamento de recursos também para a saúde, e a privatização da Petrobrás, que deverá ser liquidada a preço de banana para o capital estrangeiro se continuar sendo dirigida por governos privatistas.

“Nossos sindicatos têm que colocar na agenda do dia tanto a pauta tradicional de emprego, salário e trabalho, como a defesa irrestrita ao ex-presidente porque só com Lula livre impediremos que os retrocessos sociais e trabalhistas continuem atingindo todos os trabalhadores e trabalhadoras”, disse Vagner.

O presidente nacional da CUT disse, ainda, que Lula só está preso porque representa uma ameaça aos políticos que querem vender o Brasil para o capital internacional e seus índices de intenção de voto indicam que ele será eleito novamente.

“Lula está preso porque tem 50% de intenção de votos para a presidência da República e há indícios que depois da prisão política e injusta, ele passará esse índice já que cresceu depois da prisão”.

Para Vagner, o verdadeiro agente do golpe no maior país da América Latina, é o capitalismo nacional e internacional que não quer que o Brasil seja protagonista na disputa comercial internacional. Segundo denunciou o dirigente, querem que o país seja uma colônia para eles venderem seus produtos e nos colonizarem. E é isso que temos que dizer aos trabalhadores que formam os sindicatos e os movimentos organizados, completou.

Vagner reforçou que defender Lula deve ser a principal pauta sindical “senão não sairemos da crise econômica e política que estamos vivendo” e disse que, para isso, é importante iniciar imediatamente a instalação dos comitês populares nas periferias das cidades, onde circulam as pessoas que precisam entender o que está em jogo hoje no país.

“Não adianta montar comitês nas sedes dos sindicatos e partidos políticos, tem de criar junto dos movimentos sociais porque é lá que estão as pessoas que podem defender a ideia de Lula. A ideia Lula não é só ele, é a ideia da liberdade, da participação e da defesa dos nossos direitos”.

Após a fala de Vagner, o filósofo Emir Sader, um dos pensadores que hoje orientam a política nacional progressista, tomou a palavra e mandou um recado à população. Ele disse que a nossa reação em solidariedade a Lula tem de ser a de convencer aqueles que ainda estão apáticos, que não sabem como essas transformações afetam suas vidas, para explicar porque Lula é uma ideia.

Lula não é uma ideia abstrata que está no céu, ressaltou Sader. “É a ideia da justiça, do emprego, da igualdade, do salário enquanto política pública, da solidariedade, da soberania brasileira”, destacou o filósofo, complementando:  “a liberdade de Lula também representa o direito dos sindicatos representarem os trabalhadores porque hoje quem está querendo se manter no governo, quer uma sociedade sem sindicatos, com trabalhadores fragmentados, divididos e desunidos, enfrentando sozinhos a força dos empresários”, afirmou.

Desde o início da manhã desta terça-feira (10) as agendas começaram cedo no acampamento em frente à Superintendência da Polícia Federal, com batuque organizado pela juventude. Ao longo do dia, outras atividades acontecerão no Acampamento Lula Livre, incluindo a visita dos governadores ao ex-presidente.

(Fonte: Luciana Waclawovsky, especial para Portal CUT) 

Com a Palavra

QUA, 24 de out / 2018

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Maicon Vasconcelos*

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