QUI, 08 de out / 2009

Votorantim inaugura siderúrgica no Rio de Janeiro

O grupo Votorantim - líder nacional no mercado de cimentos - inaugurou ontem uma nova unidade siderúrgica, no município de Resende, no polo industrial sul-fluminense, já prevendo a expansão da usina em médio prazo. O diretor-superintendente da Votorantim Siderúrgica, Albano Chagas Vieira, afirmou que a intenção é dobrar a produção em laminados que, inicialmente, será de 600 mil toneladas/ano.

Para aços longos, a capacidade é de 1 milhão de toneladas por ano. "A unidade está com toda a infraestrutura, todas as obras concluídas. Para fazer uma ampliação será necessário fazer apenas um investimento marginal", explicou o executivo. O investimento da usina foi de US$ 550 milhões e faz parte da estratégia do grupo de elevar a importância do segmento siderúrgico.

O diretor-geral da Votorantim Industrial, Raul Calfat, revelou que, para seguir essa estratégia, a empresa optou por não suspender os investimentos na planta, mesmo depois do agravamento da crise internacional, no fim do ano passado. Na época, lembra, a demanda por aço caiu drasticamente e, agora, segundo ele, já dá sinais claros de recuperação.

Calfat conta que no auge da crise os principais executivos do grupo se reuniram para redefinir a importância dos projetos em portfólio. "Uma série de projetos foi interrompida ou postergada. Mas decidimos continuar com a usina de Resende."

Segundo ele, o cenário mundial hoje mudou "bastante", o que beneficia a entrada em operação da siderúrgica de Resende. "Iniciamos em um momento favorável", disse. "É só abrir os jornais para verificar a recuperação rápida da construção civil", completou.

A companhia opera no Brasil com duas usinas, a de Resende e a de Barra Mansa, também no Rio de Janeiro, que tem capacidade para produzir em torno de 700 mil toneladas de aços longos ao ano. A Votorantim Siderúrgica tem unidades ainda na Colômbia e na Argentina. Juntas, as quatro unidades têm capacidade de produção de 2,7 milhões de toneladas/ano.

Ele revelou ainda que a entrada em operação da usina de Resende vai permitir à companhia desviar parte da produção para o mercado internacional.

Olimpíada

Vieira, acredita que os próximos três meses serão fundamentais para o setor mapear os investimentos em expansão necessários para dar suporte aos projetos de infraestrutura previstos para a realização no País da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. "Sabemos que vai ter muito investimento. Mas o que vai acontecer na prática nós só vamos conhecer nos próximos três meses", afirmou.

Fonte: Agência Estado

Com a Palavra

TER, 07 de jul / 2020

O resgate do setor de ferramentaria

Por José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho Coordenador do Segmento Automotivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT)

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