Usiminas

A Usiminas foi privatizada em 1991 e atualmente tem como maior acionista a Nippon Steel. Em 1995, adquiriu a Cosipa e, em 2001, expandiu suas atividades para fora do país com a aquisição da Sidor na Venezuela e da Siderca na Argentina. O grupo Usiminas é o maior produtor de aço bruto no Brasil, responsável por 27,7% da produção, sendo que desse montante 47,5% é produzido pela usina em Cubatão (IBS, 2004).

A Cosipa foi inaugurada em 1963, produzindo tiras a quente a partir da iniciativa privada, mas com participação acionária do Estado, que foi crescendo até que ela se tornasse uma estatal. Em 1964, ampliou suas instalações passando a ter todas as fases do processo produtivo do aço e também a laminação de tiras a frio. Foi privatizada em 1993 através do PND (Projeto Nacional de Desestatização), passando em seguida a integrar o grupo Usiminas, que iniciou um processo de reestruturação produtiva na usina de Cubatão.

Essas mudanças ocorridas na empresa durante a década de 90 tiveram impactos visíveis sobre a mão-de-obra, não apenas no que diz respeito ao nível de emprego, que observou uma queda do número de trabalhadores diretos de 51,82% de 1990 a 2000 (RAIS/MTE). Em alguma medida esses trabalhadores foram absorvidos por vínculos empregatícios diferenciados, já que, com a flexibilidade dos contratos de trabalho, cerca de 3.000 trabalhadores atualmente são terceirizados. Podemos perceber também transformações no perfil do trabalhador e nas qualidades e competências requeridas para o processo.

Quanto ao perfil  podemos perceber diversas mudanças:

» Aumento do nível de escolaridade: em 1990, 20,56% dos trabalhadores tinham 8o série completa e 27,45% tinham 2o. grau completo. No ano de 2000, o número de trabalhadores com 8o. série completa caiu para 14,59%, enquanto com 2o. grau completo subiu para 52,55%;

» Trabalhadores mais jovens: é possível observar que houve um aumento no número de trabalhadores na faixa de 18 a 24 anos - em 1990, 11,07% encontravam-se nesta faixa etária e em 2000, 15,84% dos trabalhadores;

» Redução da remuneração: em 1990 os salários estavam concentrados nas faixas de 5,01 salários mínimos até 20 salários mínimos e, em 2000, a concentração migou para as faixas de 5,01 até 15 salários mínimos. A remuneração média também sofreu uma queda de 11,56 salários mínimos para 9,70 salários mínimos no mesmo período.

Quanto às mudanças em função das novas habilidades requeridas para garantir o bom funcionamento do novo processo produtivo, principalmente com a implementação das inovações organizacionais, podemos observar que os mecanismos de controle do trabalhador e o envolvimento no processo produtivo - que sempre existiram -, agora possuem um novo padrão: a constante requisição por parte da empresa da participação dos trabalhadores através de sugestões, de auxílio na supervisão do bom andamento do processo produtivo, entre outras.

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Folha Metalúrgica - Porto Alegre - Edição Nº 336
30 de out / 2017

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