25/03/2008 - 13:08:08 Política de Formação da CNM/CUT
A Formação é uma política permanente da CUT que vincula-se ao seu projeto político-sindical e tem como referência as resoluções de suas instâncias. Sua formulação, execução e sustentação financeira são de responsabilidade das entidades, fóruns e instâncias da Central. A Formação da CUT busca capacitar os trabalhadores e trabalhadoras para a organização e a ação sindical necessárias às conquistas dos seus objetivos. Atua no sentido de despertar a consciência de classe e a percepção da importância da unidade para a luta. Tem como meta atingir amplos setores dos trabalhadores, procurando articular as dimensões do cotidiano do local de trabalho com as demandas da classe.
A Confederação Nacional dos Metalúrgicos - CNM/CUT - é uma das instâncias de representação dentro da estrutura vertical da CUT, sendo assim, no que diz respeito a Política de Formação assume então a responsabilidade pela formulação, execução e sustentação financeira, atuando em duas grandes frentes; a Formação Sindical e a Qualificação e Formação Profissional.
Na Qualificação e Formação Profissional objetiva de fato interferir na Política Nacional de Qualificação e Formação Profissional dos(as) Trabalhadores(as) envolvendo os diversos atores da sociedade que discutem e executam as políticas nesta área.
Na Formação Sindical objetiva principalmente qualificar a ação sindical ampliando o processo de formação dos dirigentes e de militantes de base como forma de intensificar o debate sobre o projeto sindical da CUT desde os locais de trabalho, propiciando de fato condições para uma melhor atuação sindical diminuindo as desigualdades regionais e implementando uma política nacional de formação cutista em todas a regiões de representação de nossas entidades filiadas.
Com o firme proposito de dar continuidade e qualificar ainda mais a ação sindical, em junho de 2007, durante o 7º Congresso Nacional da CNM/CUT foi criada a Secretaria Nacional de Formação que tem para o período de 2007-2010 as seguintes diretrizes: 1 - Preparar dirigentes sindicais para realizar a tarefa da formação sindical. Ampliando a política de formadores voluntários;
2 - Debater as condições de trabalho, saúde do trabalhador. LER, DORT preparar os dirigentes para atuar nesta área da saúde do trabalhador e trabalho seguro.
3 - Continuar os projetos de formação e intercâmbio mantidos com a cooperação internacional, estreitando laços de solidariedade e intensificando a luta pela eliminação das desigualdades;
4 - Articular a Formação Sindical com a política de comunicação e organização sindical;
5 - Nas escolas técnicas e Universidades consideradas filantrópicas lutar pela valorização das cotas (mulheres e negros), a exemplo do que ocorre na universidade pública.
6 - Dar continuidade ao processo formativo que estabeleça a luta contra toda e qualquer discriminação e por políticas positivas pela inclusão de pessoas com deficiência;
7 - Impulsionar um intercambio das experiências de formação desenvolvidas pelos sindicatos dos metalúrgicos do Brasil objetivando potencializar as boas iniciativas formativas e divulgá-las;
8 - Estabelecer um Fórum para os secretários de formação e impulsionar a criação de secretarias de formação nas entidades onde não existe.
9 - Propor e orientar ações para os sindicatos por uma política de aumento de escolaridade para os metalúrgicos e metalúrgicas;
11 - Estabelecer o debate acerca do sistema S, auxiliando nossos sindicatos e conselheiros a qualificar sua ação institucional à serviço dos interesses da classe trabalhadora;
12 - Debater os processos de inclusão digital objetivando democratizar e popularizar entre nossos dirigentes sindicais militantes e trabalhadores o acesso às inovações tecnológicas da comunicação.
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