QUA, 27 de jan / 2021

Arteb em São Bernardo anuncia demissão de 200 trabalhadores

Produção segue parada e sindicato negocia e cobra direitos e ações para garantir futuro da planta no ABC

Crédito: Adonis Guerra
Assembleia na Arteb SBC
Assembleia na Arteb SBC

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (27), os trabalhadores decidiram manter a produção parada na Arteb, empresa de autopeças em São Bernardo. A mobilização teve início ontem (26) devido ao anúncio de demissões na fábrica.

Em reunião, a empresa comunicou ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC  (SMABC) que serão 200 demissões, mas não apresentou uma lista oficial. A informação, além de mais detalhes sobre o início das negociações, foi transmitida aos trabalhadores durante a assembleia desta manhã. 

O secretário-geral do SMABC, Moisés Selerges, explicou que o Sindicato cobra ações que garantam transparência e assegurem uma forma justa de pagamento aos que foram desligados. "Discutimos também o futuro dessa planta, em recuperação judicial, e a produção. A empresa disse tem um contrato com a Fiat para o segundo semestre, a partir de setembro, o que traria um gás para a empresa continuar produzindo", acrescentou.

"A orientação é continuar com a produção parada. Aqueles que foram demitidos precisam participar das assembleias. Estamos buscando uma saída e uma situação menos traumática possível", completou. 

A Arteb emprega atualmente cerca de 800 trabalhadores e está em recuperação judicial desde 2016. Haverá nova assembleia com os trabalhadores amanhã (quinta, 28), às 14 horas, em frente à fábrica. 

Origem das demissões

Segundo uma reportagem publicada no site do SMABC nesta terça-feira (26), uma consultoria contratada pela empresa alegou que a fábrica pode rodar com 50% dos cerca de 870 trabalhadores.

“Uma consultoria que diz que tem que demitir metade da peãozada já começa errado. E se quem está na direção da Arteb seguir essa orientação é porque não conhece a fábrica. Se conhecesse, não falaria uma besteira desse tamanho. A empresa está em recuperação judicial, ela tem que buscar mercado, investir dentro da fábrica para que seus produtos disputem e ganhem mercado”, defendeu Moisés.

“Toda demissão é ruim, a pior coisa é perder emprego. Mas, em plena pandemia, com mais de 200 mil mortes e 8 milhões de casos no Brasil, demitir é crueldade”, criticou.

Além disso, a situação ainda inclui a falta de uma política industrial no Brasil.

“O governo não discute a indústria do país, quer só derrubar árvore e plantar soja. As multinacionais vieram para cá no Inovar-Auto, que exigia conteúdo nacional para ser produzido aqui. Agora com essa incompetência que existe no país em relação à política industrial acontece o contrário, a Ford fechou, a Mercedes automóveis fechou, a Audi e a Land Rover estão dizendo que vão fechar”, disse.

O coordenador de São Bernardo, Genildo Dias Pereira, o Gaúcho, destacou que é hora de união dos trabalhadores. “Neste momento em que a empresa faz o anúncio de demissão em massa, a união dos trabalhadores é essencial para pressionar a direção da fábrica a negociar. Sabemos que a empresa atravessa um período difícil, mas os trabalhadores não podem pagar a conta sozinhos. A paralisação foi decretada de imediato para que possamos encontrar saídas”.

 

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