SEX, 12 de fev / 2021

Atingidos pelo crime de Brumadinho exigem a anulação do acordo com a Vale

“O IndustriALL Global Union está indignado e furioso porque a injustiça contra as vítimas de Brumadinho continua”, disse o secretário-geral adjunto da entidade

Crédito: Jornalistas Livres
Brumadinho
Brumadinho 

A mineradora Vale e o governo de Minas Gerais firmam um acordo de reparação pela tragédia ocorrida há dois anos em Brumadinho. As comunidades atingidas garantem que não participaram das discussões e exigem que o Supremo Tribunal Federal (STF) cancele sua homologação.

O acordo estabeleceu que a mineradora pagará uma indenização pelo crime de Brumadinho de R $ 37,68 bilhões. Durante a audiência de conciliação do dia 4 de fevereiro, os atingidos protestaram por não permitir a participação e por fechar o acordo sem qualquer informação à sociedade.

Eles exigem o direito das pessoas afetadas de participar diretamente e em igualdade de condições nas negociações. Ressaltam que o acordo firmado não cumpre seu objetivo principal, que é garantir a reparação econômica, social e ambiental dos danos morais coletivos e econômicos causados ​​pela ruptura da barragem da Vale, mina Córrego do Feijão.

Embora o governador mineiro Romeu Zema assegurasse que “todas as partes envolvidas participaram e foram ouvidas”, os proponentes da ação garantem que o acordo foi construído desde outubro de 2020 sem a participação dos atingidos, representantes ou comissões na mesa de negociação.

Além disso, explicam que, enquanto o Estado receberá quase 27 bilhões, os atingidos receberão 9 bilhões, diferença que consideram absurda. Da mesma forma, afirmam que o dinheiro destinado ao pagamento da ajuda e da renda emergencial aos atingidos não é suficiente para incluir todas as comunidades, o que exclui 20 mil pessoas.

Dessa forma, reforçam que é claro que os atingidos não são beneficiados pelo acordo e que os únicos beneficiários são o governo e a Vale. Desde que a notícia sobre o negócio começou a aparecer, o valor de mercado das ações da Vale subiu e, consequentemente, seu lucro.

O documento tem o aval do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), e é assinado pela Associação Nacional dos Atingidos por Barragens (ANAB), do Centro de Alternativas Socioeconômicas do Brasil. o Cerrado. (CASEC), Partido do Socialismo e Liberdade (PSOL), Partido dos Trabalhadores (PT).

Por sua vez, o MAB destacou que a Comissão Externa da Câmara (que investiga a negociação do acordo de Brumadinho) também não teve acesso aos termos do acordo para analisar o conteúdo final. Recentemente, a Comissão se reuniu com todos os atingidos e vai agendar audiência pública com os atingidos e representantes do governo de Minas Gerais, do TJMG, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

Finalmente, o secretário-geral adjunto do IndustriALL Global Union, Kemal Özkan, disse:

“O IndustriALL Global Union está indignado e furioso porque a injustiça contra as vítimas de Brumadinho continua. Nenhum dinheiro pode compensar a dor que todos nós sentimos com este crime. Expressamos nossa solidariedade a todos os afetados: continuaremos até que chegue a justiça ”.

*matéria publicada no site a Industriall

 

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