QUA, 05 de ago / 2020

Com país chegando a 100 mil mortes, Bolsonaro anuncia “Black Friday” no comércio

O total de vidas perdidas no país subiu para 95.819 e o de casos da doença chega a 2.808.076

Crédito: CUT
Bolsonaro e a pandemia
Bolsonaro e a pandemia

Na semana em que o Brasil passará das 100 mil vidas perdidas pelo novo coronavírus com 2,8 milhões casos confirmados, o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) vai unir por 11 dias o comércio e varejo na tentativa de retomar a economia do país. Desde o início da pandemia ele insiste que o importante é a economia. “Pessoas morrem todo dia”, já disse ele várias vezes sem o menor constrangimento.

No mesmo dia em que o governo federal anunciou a chamada de Black Friday brasileira, com previsão para acontecer entre os dias 3 a 13 de setembro, o Brasil registrou 1.154 novas mortes pelo novo coronavírus e 51.603 casos da doença. Somados aos números anteriores, o país alcançou nesta terça-feira (4) um total de 95.819 mortes e 2.808.076 casos confirmados. A média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos sete dias foi de 1.066 óbitos, uma alta de 1% em relação à média de 14 dias atrás.

Com números indicando descontrole da pandemia, o anúncio da liquidação no comércio feito pelo governo está sendo duramente criticado por órgãos de imprensa e por especialistas da área da saúde que afirmam que uma ampla abertura nas atividades econômicas pode gerar uma segunda onda de casos de Covid-19 no país, como já acontece nos EUA e em alguns países da Europa.

Ainda sem Ministro da Saúde, que tem no comando interino o general Eduardo Pazuello há mais de 4 meses, o desempenho do Brasil diante da pandemia é considerado um “desastre” por especialistas. Desde o início da "maior crise sanitária mundial da nossa época", como se refere a Organização Mundial da Saúde (OMS), Jair Bolsonaro desdenha da pandemia, provoca aglomerações, ignora o uso da máscara e criticou medidas protetivas contra o coronavírus adotadas por governadores e pressiona pela reabertura da economia.

No dia 28 de abril, quando o país passava de 5 mil mortes e 72 mil casos, Bolsonaro, ao ser questionado sobre os números de mortos em entrevista na porta do Palácio da Alvorada, afirmou "E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre​". Nesta ocasião o país era o 9º com mais mortes no mundo.

Atualmente, o Brasil se tornou o epicentro da pandemia mundial, sendo o segundo país com o maior número de casos (2,8 milhões) e mortes (95,8 mil) no mundo, atrás dos Estados Unidos que registra 4,8 milhões de casos e 159.128 mil mortes.

Situação nos estados

Os estados do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Acre, Tocantins, Bahia e Rio Grande do Norte apresentaram alta no número de mortes. As maiores altas desta terça-feira foram registradas no Acre e no Rio Grande do Norte.

Outros sete estados e o Distrito Federal estão em estabilidade, ou seja, a média diária de mortes não teve uma alta e ou queda tão expressiva. São eles: RJ, SP, DF, GO, MT, RR, PI e SE.

Já Espírito Santo, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Alagoas, Ceará, Maranhão, Paraíba e Pernambuco apresentaram alta no número de óbitos. As maiores quedas foram registradas no Pará e no Amapá.

Minas Gerais teve um triste recorde de mortes por Covid-19 nesta terça-feira (4). Foram 149 registros em 24 horas. Com isso, o estado ultrapassou a marca de 3 mil pessoas mortas pela doença, 15 dias após chegar aos 2 mil óbitos. Mais de 139 mil pessoas foram diagnosticadas com a doença em MG.

Mesmo com o número em alta, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), oficializou a reabertura do comércio na capital por meio de decreto, publicado nesta quarta-feira (5) no Diário Oficial. A capital registra mais de 22 mil pessoas infectadas e 605 mortes por Covid-19.

Bahia em queda nos casos de Covid-19

O estado da Bahia teve uma diminuição na taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o que mostra uma pequena melhora nos indicadores do novo coronavírus. Cerca de 67% dos leitos de UTI estão ocupados por pessoas com a doença, segundo o boletim da Secretária Estadual de Saúde.

A prefeitura de Ilhéus, que tem hoje 3.176 casos, anunciou nesta quarta-feira (4) a 4ª fase de reabertura de pontos comerciais na cidade. Salões de beleza, academias e cabanas de praia estão na lista para a reabertura das atividades.

Outras 33 cidades, mantém toque de recolher, são elas: Alagoinhas, Almadina, Barreiras, Castro Alves, Ibirataia, Itaberaba, Jaguarari, Jitaúna, Salinas da Margarida, Tucano, Uauá e Várzea da Roça, das 18h às 5h.

O estado registra 3.678 mortos e 175.389 casos confirmados de Covid-19.

 

 *Matéria publicada no site da CUT com informação da CUT-BA

 

 

 

 

 

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SEX, 11 de set / 2020

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Escrito por Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas

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