SEG, 07 de dez / 2009

Mahle planeja voltar às compras em 2010

A Mahle Metal Leve, empresa de capital aberto no Brasil que integra um dos cinco maiores grupos mundiais de autopeças, voltará a olhar possíveis aquisições em 2010. Passado o pior momento da crise econômica, que colocou em xeque a sobrevivência de montadoras como General Motors e Chrysler, a estratégia da companhia para o próximo ano é manter o conservadorismo na gestão do caixa, porém sem deixar passar boas oportunidades de aquisição que se coloquem na América Latina.

Além de ampliar o ritmo de investimentos em 2010 - neste ano, os aportes no país caíram para menos de um terço da média investida entre 2004 e 2008, de cerca de R$ 105 milhões -, a Mahle poderá também adotar uma série de medidas para driblar a concorrência chinesa e a perda de competitividade dos componentes brasileiros em razão da valorização do real frente ao dólar.

Uma das alternativas seria a importação de produtos de outras unidades do próprio grupo ao redor do mundo, com o objetivo de preservar a fatia de mercado no Brasil face à crescente concorrência com importados. "Nosso desafio para 2010 é participar do crescimento projetado para o mercado brasileiro de automóveis, de 4%, e participação de mercado", afirmou o diretor-presidente da Mahle, Claus Hoppen, em encontro com analistas no Centro Tecnológico da companhia, em Jundiaí.

A possível aquisição de empresas vai ao encontro da estratégia de acompanhar o crescimento do mercado automotivo. Nos segmentos em que atua, afirmou Hoppen, a Mahle já detém fatia significativa e a diversificação é a saída para concretizar os planos de expansão. "Vamos olhar produtos de maior valor agregado e alta tecnologia, que complementem nosso portfólio", explicou o executivo.

A fabricante de anéis, bronzinas e filtros para automóveis tem seu histórico marcado por aquisições e parcerias, a começar pela compra da própria Metal Leve, em 1996. No ano seguinte, a empresa adquiriu a Cofap, incorporando pistões a seu portfólio, e, mais recentemente, agregou válvulas à carteira, com a compra da argentina Edival em 2007.

Os recursos para uma eventual aquisição, contudo, não estarão contemplados no orçamento para o próximo ano, que será encaminhado à apreciação do conselho da Mahle em duas semanas. De acordo com o diretor de Relações com Investidores da companhia, Axel Brod, os investimentos programados para o ano que vem deverão superar os R$ 30 milhões previstos para este ano. Ainda assim, a empresa manterá o pé no freio em relação a gastos. "Em 2010, podemos soltar um pouco, mas não mais que a depreciação", estimou.

Em 2007 e 2008, a Mahle Metal Leve investiu R$ 129,2 milhões e R$ 126,2 milhões, respectivamente, superando a depreciação, que ficou em R$ 73,8 milhões e R$ 86,6 milhões nos mesmos exercícios. Em 2009, sob a máxima "o caixa é rei", ditada pela escassez de crédito decorrente da crise financeira, a companhia prevê investimento equivalente a menos da metade do que será lançado na conta de depreciação (R$ 76,3 milhões).

"Aproveitamos o momento para mudar todo o perfil da dívida e hoje 85% dela vence no longo prazo", ressaltou Brod. No fim de setembro, a dívida líquida da empresa somava R$ 295,6 milhões, frente a R$ 409,6 milhões no encerramento de 2008.
Para fazer frente ao momento econômico, a Mahle teve de demitir. No fim de setembro, a empresa contava com 7.767 empregados, ante 9.538 um ano antes. "Mas já voltamos a contratar e chamamos mais de 100 pessoas nas últimas semanas, dando prioridade aos que foram dispensados", ressaltou Hoppen.

Conforme o executivo, a expectativa de crescimento de 4% no mercado nacional de automóveis em 2010, para 3,161 milhões de unidades segundo o Sindipeças, pode ser conservadora. "Acredito que o potencial seja maior", comentou. Contudo, Hoppen reconheceu que os desafios para a cadeia não são pequenos, a começar pelo câmbio.

A oferta de produtos de qualidade e preço inferior vindos de fora já levou montadoras a pressionarem a Mahle, que chegou a reduzir os valores cobrados em determinadas linhas. "No mercado de reposição para motocicletas, por exemplo, estamos perdendo mercado para os chineses. Em alguns casos, a diferença de preço é de pelo menos 40%", exemplificou o presidente da empresa.

Para evitar que a concorrência avance sobre sua clientela, acrescentou Hoppen, a Mahle poderá importar componentes produzidos em outras fábricas do grupo, que possam chegar ao mercado brasileiro em condições de igualdade aos que as próprias montadoras compram diretamente no exterior. "Há uma ameaça grande hoje de as montadoras ampliarem as importações. Algumas, como a Volkswagen, e fabricantes de motores a diesel estão pressionando por preços mais baixos", reiterou o executivo. "Em caso de perda de negócio, estamos dispostos a importar."

No ano até setembro, a receita líquida da Mahle Metal Leve somou R$ 1,12 bilhão, em comparação a R$ 1,47 bilhão nos mesmos nove meses de 2008. A participação do mercado doméstico nas receitas, por sua vez, passou de 64% para 71%. Já o lucro da companhia despencou 99,2%, para R$ 762 mil até o fim do terceiro trimestre.

Fonte: Valor

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