SEX, 26 de fev / 2021

Metalúrgicas se reúnem no sábado (27) para debater o mundo do trabalho e os direitos das mulheres

Organizada pela CNM/CUT, a atividade antecede o Encontro Nacional das Mulheres da Central e tem como objetivo construir ações para a defesa da classe trabalhadora

Crédito: Arquivo
Foto de arquivo da mobilização das mulheres trabalhadoras
Foto de arquivo da mobilização das mulheres trabalhadoras

No próximo sábado (27), as mulheres da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT) e das federações e sindicatos filiados vão se reunir, de forma remota, na Plenária Nacional das Mulheres “O tempo das mulheres não cabe no relógio do capital”.

O encontro vai reunir mulheres trabalhadoras de todo país e o objetivo é construir ações de resistência para romper este atual quadro de destruição dos direitos trabalhistas, sociais e das políticas públicas, em especial das mulheres. Outra missão das mulheres é levar o resultado do encontro para o Encontro Nacional das Mulheres da CUT, que vai acontecer no segundo semestre de 2021.

“Se em algum momento a gente puder parar e colocar a nossa rotina em um relógio nós vamos ver que o que a gente tem é sobrecarga, principalmente na pandemia. Muitas vezes as mulheres têm que priorizar qual é a tarefa doméstica que vai fazer antes de ir para seu trabalho na empresa, porque muitas vezes os companheiros não contribuem na divisão sexual do trabalho”, afirmou a secretária da Mulher na CNM/CUT, Marli Melo.

Segundo ela, as sindicalistas têm papel de desenvolver ações que contribuam para o fortalecimento da luta e organização das mulheres metalúrgicas tanto no meio sindical quanto na sociedade, porque é preciso avançar na vida e no trabalho contra a desigualdade e a injustiça social.

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foto de arquivo da secretária da Mulher  na CNM/CUT, Marli Mello
foto de arquivo da secretária da Mulher na CNM/CUT, Marli Mello

São nestes encontros, pontua Marli, que as mulheres se empoderam para avançar na luta e conseguem inclusive avançar nas pautas feministas para dentro e fora das entidades sindicais. Marli também fala sobre a importância das mulheres nas mesas de negociação.

“As mulheres ocupam cargos de Secretária-Geral, tesouraria e outros espaços na direção das entidades sindicais pelo crescente e constante debate das mulheres trabalhadoras. Com mais mulheres no sindicato nós conseguimos, em cláusulas nas convenções coletivas, avançar no debate de creche e licença maternidade, por exemplo”, afirmou a metalúrgica.

Marli ressalta que “o movimento sindical tem responsabilidade na transformação das realidades das mulheres. Nós já sabemos que nós somos as mais escolarizadas, que assumimos cargos com menor relevância nas empresas e ainda ganhamos menos. Não podemos permitir que não estejamos representadas nas negociações para juntas avançarmos na melhoria de vida de cada trabalhadora e é isso que vamos apontar no encontro”.

As debatedoras da Plenária Nacional das Mulheres Metalúrgicas serão a secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, e a engenheira agrônoma, mestre pelo Programa de Estudos da Integração Latino-Americana (PROLAM-USP), integrante da equipe Sempreviva Organização Feminista (SOF) e militante da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), Miriam Nobre.

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Foto arquivo de Juneia Batista
Foto arquivo de Juneia Batista

Encontro Nacional das Mulheres da CUT

As mulheres trabalhadoras da CUT, dos mais variados ramos, estão realizando debates de ramos, nos sindicatos, regionais e estaduais com objetivo de terminar os debates no Encontro Nacional das Mulheres da CUT, assim como as mulheres metalúrgicas.

Segundo a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista, esta organização feminina é muito importante para as lutas das mulheres e esta é uma prática da Central desde 1986 no qual já resultou em vários avanços, tanto para sociedade quanto para dentro das entidades sindicais.

“Foram nestes encontros que a gente conseguiu uma resolução pela legalização do aborto, o engajamento da pauta por creches e fortalecemos e aumentamos a participação das mulheres nas direções do movimento sindical. Foi a partir dos debates que foi conquistado a cota mínima, a criação da secretaria de mulheres e o debate e a implementação da questão da paridade de gênero. Todos estes frutos não seriam conquistados sem os debates que a gente vem construindo nesses anos todos e o protagonismo das mulheres”, afirmou.

Uma das últimas conquistas das mulheres CUTistas foi a criação de um protocolo contra o assédio moral e sexual dentro das entidades sindicais ligadas à Central.

Para Juneia, agora é hora de avançar mais um pouco.

“Agora o que a gente quer é que as mulheres estejam cada vez mais nos cargos de poder nos sindicatos, federações e da nossa Central. Mais organizadas e fortes no movimento sindical, mas chances teremos de conquistar a igualdade nas relações de trabalho, salários iguais preços iguais e um mundo melhor  e mais justo”, finalizou a dirigente.

 

 

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