TER, 07 de jul / 2020

O resgate do setor de ferramentaria

Por José Roberto Nogueira da Silva, o Bigodinho Coordenador do Segmento Automotivo da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT)

O setor de ferramentaria, além de importante é estratégico dentro da indústria. Quando se pensa na concepção de um produto, tem que se pensar em um bom ferramenteiro. Trabalhador que, nos anos 90, era fundamental em qualquer projeto.

Desde então, alguns setores desapareceram com a abertura do mercado às importações e essa mão de obra acabou por isolar-se.

Quando trata-se do setor de transformação da indústria e o que todo esse processo implica, temos novamente a figura de um profissional projetista, um engenheiro de ferramentaria, um construtor de ferramentas, um ajustador. Retomando sua importância dentro da cadeia produtiva.

Na região do ABC tratamos no setor automotivo, mas a ferramentaria engloba todos os setores, na linha branca, na linha marrom, principalmente quando se discute uma nova indústria no Brasil.

Por trás de um molde de ferramentaria tem uma cadeia de trabalhadores que pensam, são técnicos e engenheiros qualificados.

Outro fator, que tem trazido uma esperança de resgate e internalização das ferramentarias, é a desvalorização do real perante o dólar, que atingiu um patamar proibitivo para as importações e impôs uma rediscussão do setor.

Já vínhamos debatendo uma nova indústria e a reconversão da produção industrial, para sermos menos dependentes de produtos de outros países, ainda mas quando sabe-se que qualquer produto é feito a partir de um molde de ferramentaria.

Para se ter a noção exata do que estamos falando, 90% das peças de um automóvel é feito a partir de um molde de ferramentaria. E lamentavelmente, hoje não temos condições de fabricar um automóvel inteiro, mas já tivemos e já o fizemos.

Dentro da política do Inovar-Auto, o Regime Automotivo, garantimos cinco etapas de ferramentaria: projeto, fundição, usinagem, construção e try-out (testes na própria empresa).

Com isso, garantimos os empregos no ABC Paulista, onde estão as principais montadoras, com fortalecimento de seus parques tecnológicos. E o que estamos vendo é que o atual governo, com seu viés fascista extinguiu as boas políticas para o setor, que vinham sendo implementadas.

Não temos nenhuma política de Estado que garanta os setores importantes e estratégicos, que são capazes de impulsionar a economia já que detém empregos mais bem remunerados, de maior qualificação, além de todo o envolvimento científico produzido pelas universidades que atuam junto às empresas.

Quando essa política foi abruptamente interrompida, estávamos discutindo a criação de um bureau de engenharia, com softwares avançados.

Então temos condições de fazer um resgate da indústria, com ênfase no setor estratégico que é a ferramentaria.  E é esse um dos objetivos de luta da Confederação Nacional dos Metalúrgicos.

 

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