QUI, 25 de abr / 2013

Seminário lança bases para a criação do programa Inovar-Peças

Evento organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em parceria com a CNM/CUT e outras entidades sindicais, empresariais e de desenvolvimento regional, avaliou o regime automotivo brasileiro.

 

Crédito: Paulo de Souza/Smabc
Rafael entrega carta em prol do Inovar-Peças a José Lopes Feijoó
Rafael entrega carta em prol do Inovar-Peças a José Lopes Feijoó

Cerca de 500 pessoas, entre trabalhadores, empresários, representantes do poder público e do meio acadêmico lotaram o plenário do Salão Nobre da Universidade Metodista, em São Bernardo (SP), nesta quarta-feira (24), durante o Seminário Inovar-Auto: Desafios e Oportunidades para a Região do Grande ABC, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e entidades representativas de trabalhadores, como a Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM/CUT), empresários, universidades e poder público.

Durante o encontro, os organizadores encaminharam ao governo federal a ‘Carta do ABC em prol do Inovar-Peças’ (leia aqui). O documento foi entregue ao assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República, José Lopes Feijoó, que participou da mesa de abertura do evento.

Pelo documento, as lideranças regionais pedem a adoção de uma política fiscal para o desenvolvimento do setor de autopeças, nos moldes do novo Regime Automotivo, o Inovar-Auto.

Isto seria alcançado por meio de uma política que estabeleça metas para quatro pontos principais: nacionalização, inovação e qualificação; o acesso ao crédito; e os tributos. 

Virtudes da região
Segundo o presidente do Sindicato, Rafael Marques, o documento é necessário porque as autopeças precisam encontrar saídas para que as empresas do setor possam receber incentivos.

“Isto é bem explicado na Carta quando ela fala sobre o acesso ao crédito, dentro de um plano de renegociação de dívidas que permite às fábricas terem capital para investir”, explicou.

Outro ponto destacado pelo dirigente e que consta na Carta foi a imediata aferição do conteúdo nacional prevista pelo Inovar-Auto.
“Este mecanismo é o que vai verificar se as empresas estão mesmo usando peças nacionais”, prosseguiu Rafael. “Isto é o que vai garantir a participação das empresas de autopeças instaladas no Brasil imediatamente”, destacou.

Para o presidente do Sindicato, o Seminário foi um momento histórico que fortaleceu o que o Brasil tem de melhor: a vontade de trabalhar e a criatividade.

“Esta é uma das maiores virtudes de nossa região, a de caminhar ao encontro de sua identidade. De pessoas que trabalham muito e se esforçam muito”, prosseguiu.

Diálogo com trabalhadores



Crédito: Paulo de Souza/Smabc
Paulão destacou a importância da OLT
Paulão afirmou que a política industrial deve ser uma política de Estado

Em sua intervenção, o presidente da CNM/CUT, Paulo Cayres, elogiou a iniciativa: “Este Seminário demonstra o protagonismo dos metalúrgicos no debate sobre o país e a indústria que queremos. Para nós, indústria forte é a que gera emprego de qualidade”.

Cayres defendeu ainda que programas como o Inovar-Auto e o Inovar-Peças (se adotado) devem servir de base para que a construção de uma política industrial que não tenha prazo de validade. “Precisamos de uma política de Estado. É isso que a indústria e os trabalhadores necessitam”, resumiu.

O dirigente da Confederação levantou também uma preocupação: a de que a competitividade entre as empresas gere precariedade no trabalho. “Há empresas que não dialogam com os trabalhadores e não deixam eles se organizar, o que compromete as relações de trabalho. O sucesso deste seminário e da política industrial que o país está construindo é também fruto da Organização no Local de Trabalho, das relações mais saudáveis que começaram no interior das empresas com as Comissões de Fábrica”, destacou Paulão, que também integra o conselho da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial.

No que se refere especificamente às autopeças, o presidente da CNM/CUT disse que são necessárias medidas específicas: "As pequenas empresas precisam apenas de financiamento para inovar suas tecnologias e poder competir em pé de igualdade e com o mercado externo. Temos que reverter o saldo: menos importações, mais exportações".

O seminário também teve a presença, como painelistas, de: Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil; Rogelio Golfarb, vice-presidente da Ford Brasil; Luiz Carlos Moraes, diretor de Relações Institucionais da Mercedes-Benz do Brasil; Ricardo Simões de Abreu, vice-presidente mundial de desenvolvimento de sistemas e componentes de motores do Grupo Mahle; José Zeno Fontana, superintendente regional do Finep; Heloísa Guimarães Menezes, secretária do Desenvolvimento da Produção do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio; Fausto Cestari, representante regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo; Sivaldo da Silva Pereira (Espirro), secretário geral do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André; e Carlos Grana, prefeito de Santo André.

O Seminário teve a mediação do secretário de Desenvolvimento Econômico de São Bernardo, Jefferson José da Conceição.

(Fonte: Imprensa do SMABC, com Solange do Espírito Santo – assessoria de imprensa da CNM/CUT)

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